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Integração entre ciência e campo pode redefinir o futuro do agronegócio no Amazonas

Foto: Carlos Soares/Idam

O fortalecimento do setor primário no Amazonas ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 8 de abril. Representantes do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e da Embrapa Amazônia Ocidental se reuniram para alinhar os termos de um novo Acordo de Cooperação Técnica (ACT).

A proposta busca unir a excelência da pesquisa científica com a força da extensão rural para levar soluções práticas ao homem do campo nos próximos cinco anos. Em um momento onde o mundo exige produções mais limpas, essa união estratégica coloca o produtor amazonense no centro da inovação agroecológica.

Foco na tecnologia verde

Diferente de acordos passados que focavam em culturas isoladas, a nova cooperação mira na sustentabilidade como eixo principal. O objetivo é transformar o modo como a agricultura familiar opera no interior do estado, substituindo métodos tradicionais por técnicas que preservam a floresta e aumentam a produtividade.

  • Bioinsumos: uso de defensivos e fertilizantes de origem biológica para reduzir a dependência de produtos químicos.
  • Adubação verde: técnica que utiliza plantas específicas para recuperar a fertilidade do solo de forma natural.
  • Sistemas Agroflorestais (SAF): implementação de modelos que combinam o plantio de alimentos com a preservação de árvores nativas.
  • Intercâmbio técnico: troca de conhecimentos entre pesquisadores da Embrapa e técnicos do Idam para melhorar o atendimento no campo.

Resultados que validam a união

A confiança entre as instituições não é nova. O acordo anterior, firmado em 2020, deixou um legado importante para a economia do estado, como a introdução do café “Robustas Amazônico”. Essa variedade híbrida revolucionou a cafeicultura local, provando que a tecnologia certa pode adaptar culturas ao clima amazônico com alta eficiência.

“A Embrapa é uma grande parceira nossa, com a qual já desenvolvemos muitos projetos importantes no estado”, destacou Nadiele Pacheco, diretora técnica do Idam.

A meta agora é ampliar esse sucesso para outras frentes, como a agroecologia.

Desafios da extensão rural

Embora o acordo seja promissor, o grande desafio reside na logística de levar essas tecnologias para as comunidades mais distantes.

O Idam possui a capilaridade necessária com seus departamentos de assistência técnica (Dater e Datef), mas a efetividade da parceria dependerá da rapidez com que as Unidades Demonstrativas (UD) forem instaladas. Essas unidades funcionam como vitrines tecnológicas onde o agricultor vê, na prática, que as novas técnicas realmente funcionam e geram renda.

Para Luiz Rocha, chefe do departamento florestal do Idam, o foco em estratégias de base ecológica é o que há de mais moderno hoje.

“Temos muito interesse em desenvolver junto à Embrapa estratégias para levar novas tecnologias para os agricultores familiares”, afirmou o gestor, reforçando o compromisso com a bioeconomia.

Futuro do agronegócio sustentável

A renovação dessa parceria por mais cinco anos oferece a estabilidade necessária para projetos de longo prazo.

Em um cenário de mudanças climáticas e pressão por preservação ambiental, o Amazonas sinaliza que pretende crescer economicamente sem destruir seu maior patrimônio.

O novo ACT entre Idam e Embrapa é a prova de que a ciência produzida nos laboratórios só ganha vida quando chega às mãos de quem planta e colhe nas beiras dos rios e estradas amazonenses.

O sucesso dessa iniciativa será medido pela autonomia e prosperidade que ela trará para as famílias rurais do nosso estado.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/idam-e-embrapa-discutem-elaboracao-de-novo-acordo-de-cooperacao-tecnica/

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