
A Prefeitura de Manaus encerrou, na última sexta-feira, 26 de setembro, o 11º Encontro Nacional da Rede Brasileira de Institutos de Planejamento (InREDE). O evento reuniu mais de 40 participantes de institutos de planejamento de 12 cidades brasileiras e foi coordenado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), contando com o apoio do Ministério das Cidades, ONU-Habitat e Cooperação Brasil-Alemanha (GIZ).
O encontro reforçou a premissa de que construir cidades mais justas e humanas exige o fortalecimento de pontes institucionais. As parcerias são vistas como o caminho essencial para alinhar planejamento, investimentos e ações concretas que melhorem a saúde e o bem-estar da população.
Um dos pontos altos do evento foi o debate sobre parcerias institucionais, que contou com a participação de representantes de grandes instituições nacionais:
Financiamento para o desenvolvimento urbano
Leandro Ávila, gerente do Departamento de Desenvolvimento Urbano do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacou o papel estratégico do banco no desenvolvimento urbano integrado e sustentável.
- Ávila ressaltou que o fortalecimento dos laços com os municípios é uma prioridade.
- A estratégia de financiamento do BNDES está alinhada a iniciativas que promovem a mitigação de gases de efeito estufa, a adaptação a crises climáticas e a busca por soluções que tragam resiliência às cidades brasileiras.
- Ele enfatizou que os institutos de planejamento urbano são uma “engrenagem essencial” para a elaboração de projetos sólidos que buscam apoio financeiro do banco.
Saúde urbana e redução de riscos
Luis Carlos Madeira Domingos, pesquisador de Saúde Urbana da Fiocruz, abordou a urgência da emergência climática.
- Madeira lembrou a parceria da Fiocruz com o Ministério das Cidades em um programa que associa desenvolvimento urbano integrado e redução de riscos de desastres.
- Ele defendeu que é fundamental preparar as cidades para os novos cenários, o que vai além da simples reparação de desastres.
- Segundo ele, é necessário “soluções transformadoras” que usem metodologias de mapeamento preventivo e restauração para garantir um futuro em melhores condições, promovendo maior equidade urbana.
Conclusões e Futuro da InREDE
A InREDE reafirmou sua vocação como um espaço de diálogo qualificado onde diversas instituições se unem para criar respostas conjuntas a desafios globais que se manifestam no cotidiano das cidades. A mensagem central é que planejamento urbano, saúde e sustentabilidade não são agendas isoladas, mas faces de uma mesma missão.
Carlos Valente, diretor-presidente do Implurb, anfitrião do encontro, destacou que a sinergia entre diferentes saberes e gerações é um dos ativos mais valiosos da rede.
“Quando falamos em desenvolvimento integrado, estamos falando justamente de fortalecer instituições, zelar pelo que já construímos e, ao mesmo tempo, buscar elevar continuamente o nível urbanístico. E isso se faz por meio de experiências concretas e consistentes, que têm relevância para a Amazônia, para o Brasil e também para a América do Sul.”
Ao final dos grupos técnicos, o símbolo dos encontros, o “foguete” da InREDE, foi repassado para Maceió (AL), cidade que sediará a 12ª reunião dos institutos em 2026.
Visita Técnica
O 11º InREDE foi encerrado no sábado, 27, com uma visita técnica para que os participantes pudessem conhecer experiências de revitalização urbana em Manaus, incluindo o parque Encontro das Águas Rosa Almeida, o parque Gigantes da Floresta, a nova sede do Implurb e a Casa de Praia Zezinho Corrêa.
Por Cláudia do Valle / Implurb











