
O que se viu na noite deste domingo em Curitiba foi muito mais do que uma derrota comum. O Botafogo, mergulhado em uma crise de identidade profunda, foi atropelado por um Athletico Paranaense (PR) que não tomou conhecimento do adversário. O placar de 4 a 1 é o retrato fiel de uma instituição que parece ter perdido a bússola após a demissão de Martín Anselmi. Enquanto o Furacão celebra a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, o “Brasileirão”, o Glorioso amarga a zona de rebaixamento e o som amargo de “olé” da torcida rival.
Time sem comando
Sob o olhar do interino Rodrigo Bellão, a equipe carioca repetiu falhas primárias que já deveriam ter sido corrigidas. A defesa bateu cabeça durante os 90 minutos, permitindo que Viveros brilhasse com dois gols, acompanhado por tentos de Aguirre e Esquivel. O gol isolado de Edenilson foi apenas um espasmo de reação em um conjunto que já não respondia aos estímulos táticos. A apatia em campo reflete o vácuo de poder no banco de reservas e a falta de um projeto esportivo claro para a temporada.
Crise em números
- Ocupação da 17ª colocação com apenas seis pontos conquistados.
- Segunda derrota consecutiva com quatro gols sofridos.
- Apenas uma vitória nas últimas cinco rodadas do campeonato nacional.
- Distância preocupante para os adversários que estão fora do perigo imediato.
Vozes do descontentamento
A humilhação foi selada com a nítida fragilidade emocional do elenco. O sistema defensivo demonstrou uma incapacidade crônica de lidar com cruzamentos e transições rápidas.
“O sistema defensivo acabou batendo cabeça e prejudicando o planejamento”, afirmou o técnico interino Rodrigo Bellão ao avaliar a atuação desastrosa na Arena da Baixada.
O sentimento de abandono por parte da gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ecoa nas redes sociais, onde a torcida exige a contratação imediata de um comandante fixo.
Relógio contra o tempo
O Botafogo não tem mais margem para experiências ou improvisos. A busca por um novo treinador precisa ser a prioridade máxima antes que o dano no campeonato seja irreversível. O próximo compromisso está marcado para quarta-feira, dia primeiro de maio, contra o Mirassol no Estádio Nilton Santos. Sem uma mudança de postura radical, o time corre o risco de se tornar um mero figurante na parte de baixo da tabela, jogando fora o investimento e a expectativa gerada no início do ano.










