
A preservação da nossa biodiversidade ganha um novo capítulo com a chegada do período chuvoso na região. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) confirmou que o defeso florestal de 2026 começa nesta quinta-feira dia 15 de janeiro e se estende até o dia 15 de maio. Essa medida é fundamental para proteger o solo e garantir que a exploração de madeira ocorra de forma consciente sem agredir o ecossistema em seu momento de maior vulnerabilidade.
Respeitar essa pausa é um ato de inteligência ambiental e econômica. Quando as máquinas param os ciclos naturais da floresta conseguem se regenerar de forma mais eficaz garantindo que o recurso madeira continue disponível para as futuras gerações.
Entenda as regras e os prazos para o manejo em 2026
Para que o setor produtivo e a sociedade acompanhem as determinações da Portaria Ipaam número 001/2026 listamos os pontos principais desta restrição:
- As atividades de corte e arraste além do transporte de madeira ficam suspensas em todo o estado.
- O bloqueio atinge diretamente os Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) que possuem licenciamento oficial.
- A medida segue as diretrizes estabelecidas pelo Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor).
- O sistema de declaração de corte permanece travado durante todo o período para evitar ampliações irregulares das atividades.
- O objetivo central é a proteção da vegetação e a preservação do solo durante o inverno amazônico.
O impacto nos municípios e a força da fiscalização
O monitoramento será intensificado em diversas regiões para assegurar que a lei seja cumprida integralmente. A Gerência de Controle Florestal (GECF) estima que aproximadamente 60 projetos de manejo serão impactados pela pausa obrigatória. Entre as cidades com maior volume de atividades sob restrição estão Novo Aripuanã e Canutama além de Itapiranga e Manicoré e Lábrea.
O diretor presidente do órgão ambiental Gustavo Picanço ressaltou que o defeso garante um equilíbrio necessário entre a atividade comercial e a saúde da floresta. Para que o controle seja eficiente o Ipaam utiliza bases legais sólidas como as resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Amazonas (Cemaam) além de normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Como atuar na legalidade e realizar denúncias ambientais
Para quem deseja iniciar projetos de manejo após o período de restrição o primeiro passo é obter a Autorização Prévia para Análise Técnica do Plano de Manejo Florestal Sustentável (Apat). Esse documento exige a comprovação da posse da terra e submete o projeto a uma rigorosa avaliação sobre o maquinário e as espécies protegidas.
A participação da população também é essencial para o sucesso da preservação. A Gerência de Fiscalização Ambiental (GEFA) disponibiliza um canal exclusivo para denúncias pelo aplicativo WhatsApp no número 92 98557 9454. Através dessa colaboração é possível combater o desmatamento ilegal e proteger o patrimônio natural do Amazonas.











