
O mercado da bola neste início de 2026 está pegando fogo com uma das novelas mais intensas dos últimos tempos. O Flamengo não parece disposto a aceitar um não como resposta e segue firme na tentativa de tirar o atacante Kaio Jorge do Cruzeiro. A diretoria rubro negra demonstra que está disposta a esticar a corda financeira para garantir o reforço que o técnico Filipe Luís considera ideal para o esquema tático da temporada.
Essa movimentação vai além de uma simples contratação de peso. Ela revela uma postura de mercado muito clara do clube carioca, que busca não apenas reforçar seu elenco, mas também desestabilizar um de seus maiores concorrentes em solo nacional. O Cruzeiro, por outro lado, mantém uma postura rígida e protege seu maior patrimônio técnico com unhas e dentes.
O jogo duro da diretoria mineira e os valores envolvidos
A recusa da segunda proposta feita pelo Flamengo deixou claro que o Cruzeiro não pretende facilitar a saída do artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2025. O clube de Minas Gerais entende que vender Kaio Jorge por qualquer valor abaixo do esperado seria um erro estratégico imperdoável diante da torcida.
- A oferta mais recente do Flamengo alcançou a casa dos 24 milhões de € em dinheiro.
- O negócio incluiria a cessão definitiva de Everton Cebolinha, avaliado em 8 milhões de €.
- O pacote total chegaria aos 32 milhões de €, mas o Cruzeiro exige 50 milhões de € fixos.
- Existe uma cláusula de 10% sobre uma venda futura que o Flamengo também ofereceu no acordo.
Mesmo com esses números robustos, a cúpula mineira sabe que substituir um goleador desse calibre no meio da temporada é uma tarefa quase impossível. Por isso, a resistência não é apenas por dinheiro, mas por competitividade.
O desejo de Everton Cebolinha por novos ares
Um dos pontos cruciais dessa negociação é a postura de Everton Cebolinha. O atacante não se opõe a vestir a camisa azul em Belo Horizonte e vê a mudança com bons olhos. O principal motivo para essa disposição é o fator técnico, já que o Cruzeiro é comandado por Tite.
Cebolinha viveu seus melhores momentos sob o comando do treinador tanto na seleção brasileira quanto no próprio Flamengo. Em 2026, o jogador busca mais tempo de jogo e acredita que trabalhar novamente com Tite é a chave para recuperar seu protagonismo. A diretoria mineira mantém cautela sobre Cebolinha devido ao tempo de contrato dele, mas o interesse do treinador pode ser o fiel da balança para um possível entendimento.
A tática de enfraquecer o rival direto
O que estamos presenciando é a aplicação da chamada estratégia Bayern de Munique pelo Flamengo. Esse modelo de gestão esportiva consiste em mapear os principais destaques dos rivais nacionais e investir pesado para contratá los. O objetivo é duplo, pois o clube ganha um reforço técnico de elite e, simultaneamente, retira o principal poder de fogo de um adversário direto por títulos.
Com o Cruzeiro se consolidando como uma potência nas últimas temporadas, o Flamengo entendeu que tirar Kaio Jorge da Toca da Raposa é uma jogada de mestre para limpar o caminho rumo às taças de 2026. É uma guerra psicológica e financeira que testa os limites da lealdade e do profissionalismo no futebol brasileiro.
A busca por um ataque mais dinâmico em 2026
A pressa do Flamengo em fechar com Kaio Jorge aumentou drasticamente após o fracasso na tentativa de trazer Taty Castellanos, que preferiu o futebol inglês. Sem o argentino, a busca por um atacante móvel que possa disputar posição ou jogar ao lado de Pedro tornou se a prioridade absoluta no Ninho do Urubu.
- Kaio Jorge preenche o perfil de atacante moderno exigido por Filipe Luís.
- O jogador tem mobilidade para sair da área e abrir espaços nas defesas fechadas.
- O Flamengo já garantiu o zagueiro Vitão, ex Internacional, para reforçar a defesa até 2029.
- A inclusão de Luiz Araújo na troca foi cogitada pelo Cruzeiro, mas vetada pelo técnico rubro negro.
Com a apresentação de Vitão marcada para a próxima semana, o foco total da diretoria agora é quebrar a resistência mineira. Se o Flamengo subir a proposta para 27 milhões de € mais Cebolinha, o negócio pode finalmente caminhar para um desfecho que mudará o equilíbrio de forças do futebol nacional neste ano.











