
A união entre as companhias aéreas Gol e Azul não vai mais acontecer. Essa fusão era vista com preocupação, pois criaria um grupo que dominaria cerca de 60% do mercado doméstico brasileiro.
Nesta quinta-feira (25/9), o Grupo Abra (dono da Gol e da Avianca) anunciou o fim das negociações com a Azul.
A proposta de fusão, que uniria duas das maiores empresas do setor no Brasil, havia sido anunciada em janeiro de 2025.
Com o fim das negociações, dois pontos importantes são afetados:
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Fim da Fusão
O plano de criar uma única empresa gigante, controlando a maior parte dos voos nacionais, está descartado.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) — órgão que regula a concorrência no país — estava de olho na proposta de união e nos impactos que ela teria nos preços e nas opções para os consumidores.
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Fim do Compartilhamento de Voos (Codeshare)
A parceria de compartilhamento de voos domésticos (conhecida como codeshare) entre Gol e Azul também será encerrada.
- O que é Codeshare? É um acordo que permite que uma empresa (ex: Azul) venda passagens para um voo que será, na verdade, operado por outra (ex: Gol). Para o passageiro, o benefício é fazer um único check-in na empresa em que comprou o bilhete.
- Esse acordo estava em vigor desde junho de 2024.
A Gol garantiu que todas as passagens compradas através desta parceria codeshare serão honradas (ou seja, os voos serão realizados normalmente). A data exata para o fim da parceria ainda não foi divulgada.
O Cenário das Companhias
- Azul: É a companhia que atende o maior número de destinos no Brasil (cerca de 137 cidades), com aproximadamente 800 voos diários.
- Gol: Atua no mercado nacional com 147 rotas domésticas e 42 internacionais.
Quando o acordo de codeshare foi anunciado no ano passado, as duas empresas juntas realizavam cerca de 1.500 decolagens diárias no país.











