Fé respeito e diversidade marcam Réveillon Gospel histórico na Ponta Negra

Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom

A noite de 30 de dezembro de 2025 ficará marcada na história de Manaus como o momento em que a capital amazonense reafirmou seu papel de vanguarda na gestão cultural do Brasil. No anfiteatro da Ponta Negra mais de 50 mil pessoas se reuniram para uma celebração que vai muito além da música. O evento promovido pela prefeitura de Manaus sob a gestão de David Almeida representa uma mudança de paradigma ao transformar o sentimento religioso em uma política pública de inclusão e respeito à diversidade da população local.

A criação de um calendário oficial que reserve um espaço exclusivo para o público cristão não é apenas uma escolha religiosa mas um ato de justiça institucional. De acordo com dados apresentados pela gestão municipal cerca de 45% da população de Manaus se identifica como evangélica. Por décadas esse segmento expressivo da sociedade não encontrava representatividade nas grandes festividades de final de ano organizadas pelo poder público.

Ao estabelecer o Réveillon Gospel no dia 30 de dezembro a cidade corrige essa lacuna histórica. O prefeito David Almeida enfatizou que a iniciativa não busca segregar mas sim integrar. Enquanto o dia 31 mantém a tradicional festa da virada para o público em geral o dia 30 garante que o público gospel tenha um momento de celebração que respeite seus valores e sua forma de expressão.

Fatos que marcaram a celebração histórica na Ponta Negra

O sucesso do evento pode ser medido pela organização e pela adesão em massa das famílias manauaras. Alguns pontos fundamentais garantiram que a noite fosse segura e inesquecível para os presentes

  • O público flutuante superou a marca de 50 mil pessoas ao longo da programação
  • A estrutura contou com áreas de acessibilidade exclusivas para pessoas com deficiência
  • O esquema de segurança e saúde funcionou de forma integrada para evitar incidentes
  • A grade de artistas promoveu um intercâmbio entre talentos locais e nomes de peso nacional como Gabriel Guedes e a banda Morada

A presença de famílias inteiras desde crianças até idosos demonstra que existia uma demanda reprimida por eventos com esse perfil. Relatos de moradores das zonas mais distantes da capital reforçam que o pertencimento cultural ocorre quando o cidadão se sente acolhido pela sua cidade em espaços públicos.

Manaus como modelo de política pública para outras capitais

O pioneirismo de Manaus ao instituir oficialmente o Réveillon Gospel já começa a refletir em outras regiões do país. A capital amazonense serve agora como um laboratório de como o poder público pode gerir a diversidade religiosa sem ferir a laicidade do Estado mas reconhecendo as identidades culturais de seu povo.

Jender Lobato diretor presidente da ManausCult destacou que o planejamento foi focado na experiência do usuário. Isso significa que além do show o cidadão teve acesso a transporte logística e conforto. Quando um evento desse porte é realizado com sucesso ele projeta Manaus nacionalmente como um destino turístico capaz de acolher diferentes nichos com excelência.

O futuro da inclusão cultural na capital amazonense

A consolidação desta data no calendário oficial de Manaus é um passo decisivo para que as futuras gestões mantenham o compromisso com a pluralidade. Tratar a cultura cristã como parte do patrimônio imaterial da cidade é reconhecer histórias e valores que movem a economia e o convívio social da região.

O Réveillon Gospel deixa de ser uma promessa para se tornar um símbolo de uma cidade que entende sua gente. A mensagem final desta celebração é clara e direta onde há respeito e planejamento todos têm lugar para celebrar o recomeço de um novo ano.

Por Emanuelle Baires / Semcom

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