
O número de pessoas que praticam corrida, musculação e ciclismo cresce constantemente em nossa cidade. Embora a atividade física ajude na função cardiovascular, no fortalecimento ósseo e até no combate à ansiedade, as variações de temperatura representam um desafio extra. Muitos atletas ainda não sabem identificar o momento exato de pausar o treino para proteger a saúde.
Érico Moura, professor de Educação Física da Wyden, alerta que ignorar os sinais do corpo pode ser perigoso. Segundo o especialista, quando você identificar sintomas como tontura, dor de cabeça, fraqueza excessiva, náuseas e visão turva, o exercício deve ser interrompido imediatamente. Ele reforça que o mal-estar no calor evolui rapidamente para quadros graves.
Como agir em casos de mal-estar durante o treino
Ao perceber qualquer sinal negativo, a recomendação é buscar um local ventilado ou com sombra. O educador orienta que a pessoa deve se sentar com as pernas elevadas, hidratar-se com água ou soro eletrolítico e aplicar compressas frias no corpo.
“Se não houver melhora em quinze minutos, deve-se procurar atendimento médico e, se houver perda de consciência, chamar imediatamente o SAMU”, ressalta Érico Moura.
Para quem deseja manter o ritmo sem sofrer com as sensações térmicas que ultrapassam os 40 °C, o ideal é evitar os horários entre 8h e 18h. O uso de roupas leves e claras, a escolha por ambientes fechados e a adaptação da intensidade dos pesos também são estratégias fundamentais.
Especialista destaca atenção à saúde dos ossos
A prática esportiva aliada a bons hábitos é o pilar da saúde esquelética. O ortopedista e professor do IDOMED, Dr. Marcelo Ribeiro, esclarece que a prevenção de doenças musculoesqueléticas deve começar ainda na infância. Ele destaca que adultos e idosos precisam manter uma alimentação rica em cálcio e garantir a exposição solar adequada para o fortalecimento do sistema.
Mesmo pessoas que já possuem algum diagnóstico ortopédico devem se exercitar, desde que haja supervisão profissional.
“Não existe uma doença ortopédica que contraindique algum tipo de atividade física. Todos os indivíduos podem praticar atividade física desde que seja supervisionada pelo professor de educação física, médico e que tenha também acompanhamento com a equipe multidisciplinar, como nutricionista, fisioterapeuta e outros”, reforça o médico.
Orientações posturais e hábitos no ambiente de trabalho
Além dos treinos, o comportamento diário influencia diretamente na longevidade das articulações. O Dr. Marcelo Ribeiro aponta que pequenas mudanças ajudam a evitar o desgaste prematuro da cartilagem e dores futuras. Evitar longos períodos sentado e manter o joelho dobrado em um ângulo de 90 graus são medidas preventivas básicas.
“A altura da cadeira é importante para evitar dores e doenças no futuro e ter um apoio correto das costas nas cadeiras de trabalho. Além disso, a maneira correta de erguer peso para algumas profissões também são importantes para evitar a doença ortopédica e evitar desgaste prematuro de cartilagem”, finaliza o ortopedista.
ASCOM











