
A Grande pirâmide de Gizé sempre foi o centro de debates que misturam ciência, história e um toque de mistério. Recentemente, a discussão ganhou um novo capítulo com uma pesquisa vinda da Universidade de Bolonha, na Itália. Um engenheiro defende que o monumento não teria sido erguido há apenas 4.600 anos, mas sim em um período que remonta a mais de 20 mil anos antes de Cristo. Essa hipótese reacende o fascínio por civilizações perdidas e desafia o que aprendemos tradicionalmente.
Embora a arqueologia aponte o faraó Quéops como o mentor da obra por volta de 2.600 a.C., o novo estudo sugere que ele pode ter apenas restaurado uma estrutura que já existia no local. Para muitos, essa ideia parece ousada, mas para os entusiastas de mistérios antigos, é a peça que faltava para explicar a precisão técnica monumental daquela era.
O novo fôlego para teorias de civilizações perdidas
A percepção de tempo no Egito Antigo é algo que muitas vezes escapa à nossa compreensão. Um dado curioso é que Cleópatra viveu em uma época muito mais próxima da invenção do celular do que da construção das pirâmides. Mesmo assim, estudiosos alternativos acreditam que a cronologia oficial ainda não conta toda a história.
A pesquisa italiano baseia sua tese em padrões de erosão. O pesquisador analisou as pedras de revestimento de calcário que restaram na base da estrutura. Segundo sua teoria, o desgaste dessas rochas indica uma exposição ao clima muito superior aos quatro milênios aceitos pelos historiadores.

- Padrões de desgaste: a comparação entre áreas protegidas pela areia e áreas expostas sugere um tempo de erosão muito mais longo.
- Probabilidade estatística: os modelos usados apontam 68% de chance de a construção ter ocorrido entre 8.900 a.C. e 36.800 a.C.
- Papel de Quéops: na visão do autor, o faraó teria herdado o monumento e realizado reparos, assumindo a autoria da obra.
Análise de erosão aponta para datações surpreendentes
A proposta é instigante porque utiliza a engenharia para questionar a narrativa histórica. No entanto, a ciência acadêmica recebe essas informações com extrema cautela. O ponto central da discórdia é a constância da erosão. O clima do Egito mudou drasticamente ao longo dos milênios, alternando entre períodos de muita umidade e secas severas, o que altera a velocidade com que o tempo consome a pedra.
Recentemente, a Pirâmide de Gizé voltou às redes sociais quando um cachorro foi flagrado no seu topo por um praticante de parapente. Esse evento viral reforça como o monumento continua atraindo olhares e novas interpretações a todo momento, sendo um ícone vivo da nossa curiosidade.
Divergências fundamentais entre a engenharia e a arqueologia
Apesar do entusiasmo com a nova datação, os arqueólogos defendem que a idade de um monumento não é medida apenas por suas pedras, mas por todo o contexto ao seu redor.
- Cerâmicas e artefatos: os vasos e utensílios encontrados ao redor das pirâmides pertencem claramente à quarta dinastia do Egito.
- Datação por radiocarbono: testes em restos orgânicos, como sementes e carvão encontrados na argamassa, confirmam o período de 2.600 a.C.
- Evolução arquitetônica: a construção das pirâmides segue uma linha lógica de aprendizado, desde estruturas simples até o ápice da engenharia em Gizé.
“A Grande pirâmide de Gizé é uma obra que desafia o tempo e a nossa própria compreensão da história” afirma o pesquisador responsável pelo estudo ao comentar a importância de novas descobertas.
No fim das contas, seja ela fruto de uma civilização desconhecida ou o ápice da engenhosidade dos súditos de Quéops, a Grande pirâmide permanece como o maior testemunho da capacidade humana de criar algo eterno.










