Estado de saúde de Bolsonaro volta a preocupar e médico é acionado às pressas na PF

O domingo, 11 de janeiro, foi marcado por uma movimentação atípica na Superintendência da Polícia Federal. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na unidade, precisou de atendimento médico de urgência após uma piora significativa em seu quadro clínico. A informação foi confirmada pelo ex-vereador Carlos Bolsonaro, que utilizou suas redes sociais para relatar que os problemas gástricos do pai evoluíram para um estágio que compromete funções básicas como o sono e a alimentação.

A visita do médico ocorre em um momento de tensão entre a defesa do ex-presidente e o Supremo Tribunal Federal (STF). O agravamento dos sintomas reacende o debate sobre a viabilidade da manutenção da pena em regime fechado para um detento com histórico de saúde complexo e que já passou por diversas intervenções cirúrgicas nos últimos anos. Segundo a família, o isolamento na cela solitária tem funcionado como um catalisador para a deterioração física e psicológica de Bolsonaro.

Do soluço crônico ao colapso na alimentação

O que antes era tratado como crises persistentes de soluços, um problema que acompanha o ex-presidente há tempos, agora se transformou em algo mais agudo. Carlos Bolsonaro descreveu o cenário como uma “condição de azia constante”. Esse sintoma, aparentemente simples, tem impedido Jair Bolsonaro de ingerir alimentos sólidos e de manter um ciclo de sono reparador, o que enfraquece o sistema imunológico e aumenta o risco de outras complicações.

Os pontos críticos relatados pela família neste fim de semana incluem:

  • Evolução das crises de soluço para um quadro ininterrupto de queimação estomacal.
  • Dificuldade severa para realizar a alimentação diária devido ao desconforto gástrico.
  • Privação de sono causada pelas dores e pelo estresse do confinamento.
  • Sinais visíveis de abalo psicológico agravados pela permanência em cela solitária.

Vale lembrar que, no final de dezembro, Bolsonaro foi submetido a procedimentos médicos específicos, incluindo o bloqueio do nervo frênico, na tentativa de conter os espasmos do soluço. No entanto, as intervenções não surtiram o efeito desejado a longo prazo, e a saúde do ex-mandatário continua instável.

A batalha judicial pela prisão domiciliar

Diante do novo relatório médico e da visita emergencial deste domingo, a defesa protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF. O argumento central dos advogados é que a estrutura carcerária da Polícia Federal, por mais que ofereça segurança, não possui os recursos hospitalares necessários para monitorar um paciente com esse quadro de instabilidade gástrica e nutricional.

A decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Até o momento, o magistrado tem negado os pedidos da oposição e da defesa, sustentando a tese de que o ex-presidente recebe acompanhamento médico adequado dentro das dependências da PF. O embate jurídico agora se debruça sobre os laudos técnicos: de um lado, a narrativa de risco iminente apresentada pela família; do outro, a avaliação oficial do Estado sobre a capacidade de custódia. Enquanto a Corte não analisa o novo pedido, a situação permanece indefinida, com a saúde de Jair Bolsonaro se tornando o ponto central da pauta política deste início de ano.

Fonte: https://revistaoeste.com/politica/carlos-diz-que-medico-de-bolsonaro-foi-chamado-a-pf-neste-domingo-depois-de-agravamento-de-sintomas/

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