
Donald Trump prepara a invasão da Venezuela e da Amazônia. Quem duvida?
Donald Trump voltou a anunciar que “agirá por terra” contra o narcotráfico venezuelano. Sem mapa, sem legenda, sem explicar em que “terra” pretende pisar.
O detalhe é que boa parte da frota militar americana já se encontra confortável na costa do Caribe, como quem reserva mesa antes do jantar.
A justificativa é a mesma de sempre — “combater o veneno” — mas, quando os EUA encaram a Venezuela com esse entusiasmo todo, convém aos vizinhos conferir se as próprias porteiras continuam no lugar. Esse filme é tão antigo que o VHS já mofou.
Lembram do Instituto da Hileia?

No fundo da gaveta estratégica de Washington repousa, em naftalina, o velho sonho da tutela sobre a Amazônia. A ideia de um “Instituto da Hileia” nunca desapareceu.
De tempos em tempos, alguém lembra que a Amazônia é “importante demais para ficar nas mãos de quem mora nela”. E pronto: volta o coro dos que acham que água, biodiversidade e minérios tropicais deveriam ter manual de instruções escrito em inglês.
Quando alguém nos EUA diz “proteger a floresta”, a floresta costuma responder: “proteção de quem, exatamente?”.
Base militar no Solimões

É fato que no tabuleiro geopolítico atual, os EUA tentam correr atrás da China no campeonato das terras-raras, e tropeçam. Então, lembram que a Amazônia possui reservas substanciais desses minérios estratégicos, do Alto Rio Negro ao Alto Solimões.
Pena que o Estado brasileiro parece às vezes esquecer disso, como quem guarda ouro na gaveta e dorme de porta aberta.
Nesse cenário, qualquer operação “contra o narcotráfico” nas fronteiras amazônicas pode virar pretexto para algo maior: uma base militar, primeiro temporária, depois permanente. Afinal, toda ocupação começa com uma boa justificativa. E a ONU está pronta para apoiar.
David, campeão de rejeição

Enquanto a geopolítica ferve, a política do Amazonas segue com sua própria febre: a rejeição de David Almeida.
Uma pesquisa recente, apontou que a desaprovação da gestão do prefeito David Almeida atingiu 57% dos manauaras. Este índice é considerado alto, colocando-o no topo dos gestores mais rejeitados na capital em comparação com outras lideranças políticas do Estado.
O prefeito, que acalenta o projeto de disputar o Governo do Estado, lidera agora outro ranking, que não é de intenções de voto.
Com índices de rejeição estratosféricos, a possível candidatura de David ao governo parece embarcar num voo direto rumo às calendas gregas.
AM na Black Friday dos empréstimos

Com o aval da Assembleia Legislativa, o governador Wilson Lima descobriu uma nova modalidade de gestão pública: o “compre agora, pague muito depois”. Em apenas um ano, empilhou R$ 8 bilhões em dívidas como quem monta coleção de cartões de crédito.
Tudo foi aprovado com a mesma velocidade de um pix, e o detalhe pitoresco é que o pedido de R$ 1,5 bilhão chegou sem lista de obras, sem localidade, sem cronograma. Só com boa vontade e esperança, que aparentemente substituem projeto técnico.
Nem banco daria crédito assim, e tudo isso quando o governador se assanha para disputar o Senado.
A caminho do buraco vip

Com um orçamento de R$ 31,4 bilhões, o governador Wilson Lima decidiu que ainda assim precisa de “um dinheirinho extra”.
O empréstimo-relâmpago de R$ 1,5 bilhão virou quase um ritual: chega, aprova, assina, empacota, e a oposição que lute para entender o que está sendo financiado.
Enquanto isso, parlamentares tentam descobrir como alguém consegue justificar R$ 1,5 bilhão com três folhas de papel. Deve ser um novo conceito de gestão minimalista: quanto menos informação, melhor, deixando para o próximo governador a diversão de equilibrar as contas.
Servidores do TJAM sem Natal

No TJAM, os servidores se preparam para um Natal temático: “A Fome é Diamante”.
Enquanto magistrados recebem retroativos de R$ 60 mil, os trabalhadores que “carregaram o tribunal nas costas” ganharam um presente diferente: a honra de seguir trabalhando. Abono? Só se for o de passar vergonha.
O tribunal, magnânimo, explicou que não é desigualdade — é apenas coincidência orçamentária.
Já os servidores, que ultrapassaram metas, bateram recordes e quase viraram super-heróis, ganharam como recompensa a promessa de um déficit de R$ 105 milhões e um panetone imaginário.
Os servidores vão passar o Natal com o pé na lama, sem água nem para molhar o pão da ceia.











