
O governador interino Roberto Cidade esteve em Brasília em agenda de articulação política, onde consolidou apoio partidário para sua efetivação no cargo de governador por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa.
Cidade afirma contar com ao menos 15 votos favoráveis para sua eleição, número que pode crescer nos próximos dias, segundo assessores.
Em Brasília, Cidade obteve apoio da cúpula liberal nacional para que os deputados estaduais Cabo Maciel, Débora Menezes e Delegado Péricles fechem com a sua candidatura no processo indireto na Assembleia.
Os fatos indicam um cenário de reorganização administrativa e avanço político, com desdobramentos impactantes para a governabilidade no estado.
Suspensão de contratos
Em outro movimento, Roberto Cidade determinou a suspensão e o cancelamento de contratos entre o Governo do Amazonas e empresas ligadas a seus familiares.
Apesar da inexistência de ilegalidades formais, a decisão foi tomada sob o entendimento de que a medida é politicamente necessária e adequada, visando resguardar a transparência e a integridade da gestão pública.
A orientação inclui a substituição dos contratos, com acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), assegurando a continuidade dos serviços.
Procuradoria agiliza regras

O presidente interino da Assembleia Legislativa, deputado Adjuto Afonso, encomendou à Procuradoria da Casa um projeto de lei que regulamentará a eleição para governador tampão e o edital de convocação, mas deixou claro que não há pressa. Ele tem 30 dias a contar da renúncia do governador e do vice para convocar a eleição.
A coluna apurou que, além de aguardar a regulamentação, Adjuto também pediu à Procuradoria que analise o voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a realização de eleição direta para a escolha do novo governador do Rio de Janeiro, aonde os cargos de governador e vice também ficaram vagos após a renúncia de Cláudio Castro.
Pressão por voto aberto na eleição

A definição do governador-tampão do Amazonas tem intensificado o debate na Assembleia Legislativa quanto à transparência do processo.
Com a vacância simultânea dos cargos de governador e vice, deputados estaduais deverão eleger, de forma indireta, os novos ocupantes do Executivo até o fim de 2026. Mas parte dos parlamentares defende que a escolha seja marcada por maior visibilidade pública.
- Voto aberto: o deputado Dan Câmara é um dos que defendem voto aberto, regras claras e prazos definidos para inscrição de candidaturas.
- Direito da população: segundo ele, a população tem o direito de acompanhar como cada parlamentar se posiciona em uma decisão de alto impacto político.
- Confiança: a proposta reforça a necessidade de ampliar a transparência e fortalecer a confiança nas instituições, em um momento considerado decisivo para o estado.
Estabilidade institucional
A escolha do governador-tampão do Amazonas deverá seguir rigorosamente os dispositivos legais previstos na Constituição estadual e no regimento interno da Assembleia Legislativa, disseram parlamentares ouvidos pela coluna.
Eles defendem que, diante da vacância dos cargos de governador e vice, o processo deve priorizar a segurança jurídica e a estabilidade institucional.
O deputado Sinésio Campos destaca que a eleição indireta já possui rito definido, cabendo à Assembleia cumprir as normas vigentes. Na mesma linha, a deputada Alessandra Campelo enfatiza a necessidade de uma condução serena, com respeito ao devido processo legislativo e foco na preservação das instituições.
Reação contra Amom Mandel

A declaração do deputado federal Amom Mandel sobre a atuação de vereadores provocou forte repercussão na Assembleia Legislativa. O parlamentar desqualificou a função de vereador em uma fala considerada desrespeitosa.
“Descobri que vereador e merda é a mesma coisa, que um vereador não tem poder para fazer aquilo que eu realmente queria”, disse Amom Mandel.
Durante sessão ordinária, parlamentares estaduais criticaram o teor da fala, considerada desrespeitosa. O deputado Wilker Barreto classificou a declaração como “infeliz” e cobrou retratação pública, destacando que a trajetória política de Mandel teve origem no mandato de vereador.
Outros deputados também se manifestaram. Ednailson Rozenha afirmou que a fala não condiz com a postura esperada de um parlamentar federal, enquanto Joana Darc ressaltou que o comentário atinge não apenas vereadores, mas a própria democracia.










