
O mundo parou para assistir a mais um capítulo histórico do maior clássico do futebol mundial neste último domingo, 11/1. Em uma final eletrizante disputada no Alinma Stadium, em Jidá, na Arábia Saudita, o Barcelona superou o Real Madrid por 3 a 2 e levantou a taça da “Supercopa da Espanha de 2026”. A partida foi decidida nos detalhes e confirmou o excelente momento dos jogadores brasileiros, que foram os grandes protagonistas do espetáculo.
Com esta vitória, o clube catalão chega ao seu 16º título na competição, consolidando sua hegemonia como o maior vencedor da história do torneio. O Real Madrid permanece com 13 conquistas. Além da taça, o Barcelona conseguiu igualar o retrospecto histórico do confronto. Agora, ambos os gigantes somam 106 vitórias cada em 264 jogos oficiais, evidenciando o equilíbrio absurdo que marca o “El Clásico”.
Primeiro tempo frenético e empate com gols de placa
Os primeiros 45 minutos foram marcados por um volume ofensivo impressionante do Barcelona, que manteve a posse de bola em 76%. O brasileiro Raphinha foi o nome do jogo desde o início, abrindo o placar aos 36 minutos após receber um passe preciso de Fermín López. No entanto, a resposta do Real Madrid veio em forma de arte.
Vinícius Júnior, assumindo o protagonismo na ausência de Kylian Mbappé, marcou um gol antológico aos 47 minutos. O camisa 7 merengue arrancou do meio-campo, driblou a marcação de Jules Koundé com uma caneta desconcertante e finalizou rasteiro no canto. O empate durou pouco, pois Robert Lewandowski recolocou o Barça na frente com uma cavadinha magistral por cima de Thibaut Courtois apenas dois minutos depois. Antes do intervalo, o jovem Gonzalo García aproveitou um rebote na área para deixar tudo igual novamente em 2 a 2.
Os destaques da primeira etapa incluíram os seguintes lances:
- Raphinha abriu o placar após intensa pressão na saída de bola do Real Madrid.
- Vini Jr marcou um gol de placa comparado aos lances lendários de Ronaldinho Gaúcho.
- Lewandowski demonstrou frieza técnica com uma finalização de cobertura sobre Courtois.
- Gonzalo García, substituto do lesionado Mbappé, mostrou faro de gol ao empatar nos acréscimos.
Raphinha decide no segundo tempo e garante o título
Na volta do intervalo, o Real Madrid sob o comando de Xabi Alonso tentou equilibrar as ações com as arrancadas de Rodrygo e Vinícius. Contudo, o dia era da estrela de Raphinha. Aos 28 minutos da etapa final, após uma troca de passes iniciada por Lamine Yamal e Dani Olmo, a bola sobrou para o brasileiro. Mesmo escorregando no momento do chute, Raphinha finalizou de perna direita, a bola desviou na defesa e enganou o goleiro Courtois, selando o placar em 3 a 2.
Após o apito final, o clima era de êxtase entre os jogadores comandados por Hansi Flick. O craque brasileiro, eleito o melhor jogador em campo, celebrou o resultado.
“O El Clásico é sempre uma batalha e sabíamos que precisávamos de entrega total hoje. Marcar esses gols e ajudar o Barcelona a levantar mais um troféu é um sonho realizado. Esse grupo merece muito por tudo o que vem trabalhando”, declarou Raphinha na cerimônia de premiação.
O impacto de Raphinha e a consolidação do ataque catalão
O desempenho de Raphinha no clássico é digno de nota. Após passar os primeiros sete jogos contra o Real Madrid sem marcar, o atacante agora acumula sete gols nos últimos cinco confrontos, sendo decisivo em todas as vitórias recentes do Barcelona. Ele se tornou o primeiro brasileiro a marcar dois gols em uma final de “Supercopa da Espanha” contra o maior rival.
A vitória do Barcelona estabelece um novo ânimo para a temporada 2025/26, sendo o primeiro título conquistado pelo clube neste ano. Enquanto o Real Madrid lamenta o vice-campeonato e a saída precoce de Vini Jr por substituição técnica no fim do jogo, os catalães comemoram a manutenção da liderança moral no futebol espanhol.











