
O dólar comercial fechou em queda de 1,73%, cotado a R$ 4,855.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a sessão em alta de 1,7%, aos 118.134,59 pontos.
Cenário interno
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- O mercado repercute a aprovação do arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados ontem à noite. Apesar da apreciação positiva, o governo não pôde manter na proposta dispositivo que alterava o cálculo do prazo da inflação e abriria um espaço de até R$ 40 bilhões no Orçamento de 2024. O texto segue à sanção presidencial, e exclui do conjunto das despesas o Fundeb e o Fundo Constitucional do Distrito Federal.
- A percepção do mercado é que de, “com a agenda do governo no Congresso sendo destravada, a tendência é que os ativos consigam se recuperar”, disse equipe da Guide Investimentos, em nota.
Cenário externo
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- Dados mostraram que a atividade empresarial nos Estados Unidos aproximou-se em agosto da estagnação, com o crescimento no ritmo mais fraco desde fevereiro.
- Segundo operadores, essa leitura pode diminuir a possibilidade de o Federal Reserve optar por uma trajetória de política monetária mais restritiva do que o esperado pelos mercados —cenário que, somado a sinais de fraqueza econômica na Europa e na China, tenderia a sustentar o dólar.
- Juros mais altos nos Estados Unidos podem prejudicar o apelo de “carry trade” de moedas consideradas arriscadas, que é o retorno adicional que investimentos denominados nessas divisas —mais rentáveis— oferecem quando comparados a aplicações lastreadas em dólar.
- Operadores aguardam agora o discurso do dirigente do Federal Reserve, Jerome Powell, no final desta semana no Simpósio de Jackson Hole, em busca de pistas sobre a trajetória da política monetária.
Fonte: https://economia.uol.com.br/cotacoes/noticias/redacao/2023/08/23/fechamento-dolar-bolsa-23-agosto.htm











