
O deputado estadual Comandante Dan (Podemos), que preside a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), manifestou grave preocupação nesta terça-feira (7) sobre a proliferação de “adegas” irregulares em Manaus e os múltiplos riscos que elas representam para a segurança e saúde pública.
Em pronunciamento no plenário, o parlamentar destacou que esses estabelecimentos funcionam, em grande parte, sem a devida fiscalização, transformando-se em focos de diversas ilegalidades e perturbações, como:
- Perturbação do Sossego: Funcionamento na madrugada, com som em volume alto e, em alguns casos, até fechamento de ruas.
- Associação ao Crime Organizado: O deputado afirmou que há indícios de envolvimento com o tráfico de drogas e outras atividades criminosas.
- Aliciamento de Menores: Uso dos locais para exploração ou consumo de bebidas por jovens.
- Venda de Bebidas Falsificadas: O risco de produtos adulterados, colocando em perigo a saúde dos consumidores.
“Essas chamadas adegas funcionam madrugada adentro, com som em alto volume e até fechamento de ruas. Em muitos casos, há envolvimento com o crime organizado, e a população acaba prejudicada,” alertou Comandante Dan.
O perigo da adulteração de bebidas
O deputado usou um caso recente para reforçar a gravidade da situação. Ele mencionou a operação da ROCAM (Rondas Ostensivas Cândido Mariano), que recentemente desativou uma fábrica clandestina de bebidas no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus.
Comandante Dan enfatizou o perigo que a falsificação representa: “Embora em Manaus ainda não tenhamos casos de morte por adulteração, em outras partes do país já há registros. Precisamos agir com prevenção e firmeza.”
Proposta de ação integrada
Diante do cenário, o deputado defendeu uma atuação imediata e coordenada entre as esferas de governo para coibir a ilegalidade.
Ele propôs uma atuação integrada entre órgãos estaduais e municipais para:
- Intensificar a Fiscalização: Aumentar a vistoria nesses locais.
- Garantir o Cumprimento das Leis: Assegurar que os estabelecimentos sigam as normas de funcionamento, segurança e saúde.
“Não podemos fazer de conta que isso não está acontecendo. É hora de agir com planejamento e integração para proteger as famílias amazonenses”, concluiu o presidente da Comissão de Segurança Pública.











