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Cursos gratuitos de música dança, e teatro levam inclusão cultural à Zona Leste

Foto: Eliton Santos/Semed

A abertura das matrículas para os Centros Municipais de Arte Educação (Cmaes) em Manaus representa muito mais do que o preenchimento de vagas em cursos gratuitos. O início do processo nesta segunda-feira (26/1) nas unidades Aníbal Beça e Nelson Neto, localizadas na Zona Leste, é um marco para a democratização da cultura na nossa capital. Em um cenário onde o acesso ao ensino especializado de música, dança e teatro costuma ser restrito e caro, a iniciativa da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), surge como um motor de inclusão social e desenvolvimento humano.

Investir em espaços como os Cmaes é entender que a formação de uma criança ou de um jovem não ocorre apenas dentro da sala de aula tradicional. A educação integral, tão debatida nos fóruns pedagógicos, ganha vida quando o estudante troca os livros pelo violino, pela sapatilha de balé ou pelo pincel. É nesse ambiente que se desenvolvem a disciplina, o senso crítico e, principalmente, a autoestima de quem muitas vezes não se vê representado em outros espaços da sociedade.

Oportunidades que abraçam a comunidade da Zona Leste

Neste ano de 2026, a oferta de quase mil vagas distribuídas entre as duas unidades localizadas nos bairros São José 3 e São José 4 demonstra um planejamento robusto. O fato de os cursos serem abertos não apenas para alunos da rede pública, mas também para estudantes de escolas privadas e para a comunidade em geral, fortalece o senso de pertencimento e integra famílias inteiras ao ambiente escolar.

A diversidade das modalidades disponíveis é um dos grandes destaques desta temporada. No Centro Municipal Aníbal Beça, a lista de cursos impressiona pela abrangência técnica:

  • Artes Visuais e Multimídia.
  • Instrumentos de sopro como clarinete e flauta doce.
  • Cordas como violão e violino.
  • Percussão alternativa e dança contemporânea.
  • Canto voltado para diversas faixas etárias.

Já o Centro Nelson Neto foca suas 310 vagas em pilares fundamentais da expressão artística como o balé clássico, o teatro e o canto. Essa divisão permite que a zona leste se transforme em um verdadeiro polo de produção cultural descentralizado, levando qualidade técnica para áreas que historicamente ficavam à margem dos grandes investimentos culturais.

Por que o investimento em arte é essencial hoje?

A fala da gestora Vanice Anjos sobre o fortalecimento de mostras e recitais toca em um ponto sensível e necessário. O palco é uma ferramenta pedagógica única. Quando um aluno se apresenta para sua comunidade, ele está exercitando a comunicação, superando a timidez e validando seu próprio esforço. Em 2026, a meta de intensificar esses espetáculos serve como um convite para que a população de Manaus ocupe esses espaços e valorize a produção local.

Além disso, o suporte oferecido pela Semed com o fornecimento gratuito de materiais remove a última barreira que impede o talento de florescer: a condição financeira. Sem o custo do material e da mensalidade, o talento passa a ser o único requisito para o sucesso do estudante.

Orientações práticas para os interessados

Para quem deseja garantir uma dessas vagas, é fundamental ficar atento aos prazos e à documentação exigida, já que as inscrições ocorrem de forma presencial até o dia 13 de fevereiro. O atendimento acontece em dois turnos, das 8h às 11h e das 13h30 às 16h nas sedes das próprias unidades.

Os documentos necessários para a matrícula são:

  • Uma foto 3×4 atualizada.
  • Cópia da certidão de nascimento ou RG.
  • Comprovante de residência atualizado.
  • Declaração escolar original referente ao ano de 2026.
  • Laudo médico para alunos com necessidades especiais.

A arte não deve ser vista como um acessório no orçamento público, mas como uma estratégia de segurança e desenvolvimento social. Que este período de matrículas seja o início de uma jornada transformadora para as centenas de famílias que buscam, através da educação artística, um futuro com mais possibilidades e cidadania.

ASCOM: Thalia Rodrigues/Semed

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