
Um dos grandes trunfos deste programa é o modelo de financiamento misto, conhecido internacionalmente como blended finance. Essa estratégia combina recursos públicos e privados para reduzir riscos e atrair capitais que antes hesitavam em entrar no mercado brasileiro. A introdução do hedge cambial, que funciona como uma proteção contra a oscilação das moedas estrangeiras, foi fundamental para que investidores internacionais confiassem seus recursos em projetos nacionais.
Investimentos em saneamento e energia limpa no dia a dia
Os números do programa se traduzem em benefícios diretos para a população e para o meio ambiente. No eixo da economia circular, por exemplo, os investimentos focados em tratamento de esgoto devem melhorar a qualidade de vida de milhões de brasileiros.
- Investimentos estimados em R$ 2,7 bilhões voltados para a coleta e o tratamento de resíduos.
- Impacto positivo esperado para mais de 2 milhões de pessoas distribuídas pelas regiões Nordeste, Sudeste e Sul.
- Mais de R$ 7 bilhões destinados à descarbonização da economia e ao incentivo de fontes de energia renováveis.
- Construção de uma biorrefinaria na Bahia focada na produção de combustível sustentável de aviação, o chamado SAF.
Recuperação de terras e os novos leilões para 2026
A expansão do Eco Invest em 2025 foi notável com a realização de leilões específicos para diferentes setores. O segundo leilão se destacou ao mobilizar mais de R$ 31 bilhões para a restauração de 1,4 milhão de hectares de terras degradadas, principalmente no Cerrado. Essa ação é vital para garantir a produtividade agrícola de longo prazo com respeito aos biomas brasileiros.
Já o terceiro e o quarto leilões, lançados no segundo semestre, focam em áreas estratégicas.
- Apoio a startups e empresas em expansão que trabalham com tecnologia verde por meio de investimentos de participação.
- Prioridade para projetos de bioeconomia e turismo sustentável na Região Amazônica, reforçando os compromissos assumidos durante a COP30.
- Prazo estendido para recebimento de propostas que seguem abertas até o início de 2026.
Transparência e protagonismo internacional na COP30
A consolidação do programa ficou evidente durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30. O lançamento do Monitor Eco Invest Brasil trouxe um novo nível de transparência para a gestão pública, permitindo que qualquer cidadão acompanhe o estágio de execução e a localização dos empreendimentos financiados.
Com um total de R$ 75 bilhões levantados em capitais, sendo a maior parte vinda do exterior, o Brasil se posiciona no centro das decisões sobre o financiamento climático global. O apoio de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento reforça que o país possui a capacidade institucional necessária para transformar capital em impacto social e ambiental real.
O futuro para 2026 parece promissor, com a previsão de novos leilões e o amadurecimento dos projetos já contratados, mantendo o Brasil na vanguarda da economia regenerativa.











