
A menopausa vai muito além das conhecidas ondas de calor ou das mudanças no ciclo menstrual. A queda acentuada na produção dos hormônios femininos provoca transformações visíveis no corpo que afetam diretamente a pele, os cabelos e as unhas, impactando a autoestima e o bem-estar das mulheres. O ressecamento, a perda de elasticidade e os fios mais frágeis passam a fazer parte da rotina de muitas pacientes a partir dessa etapa da vida.
Essas alterações estão ligadas, principalmente, à redução do estrogênio, que é o hormônio responsável por manter a hidratação e a renovação celular dos tecidos. Com menos estrogênio circulando no organismo, a pele tende a ficar mais fina e opaca, enquanto os cabelos perdem densidade e as unhas se tornam mais suscetíveis a quebras e descamações.
Suplementação aliada
Embora o processo seja gradual, os efeitos se tornam mais perceptíveis com o passar dos anos. Por esse motivo, além do acompanhamento médico e da possibilidade de reposição hormonal, muitas mulheres buscam a suplementação vitamínica focada na recuperação da vitalidade.
“Os suplementos têm como objetivo complementar a ingestão de nutrientes quando a alimentação não é suficiente ou quando há aumento das necessidades nutricionais, como ocorre em fases específicas da vida, a exemplo da menopausa”, afirma a farmacêutica da rede Santo Remédio, Rute do Vale.
A orientação de um profissional é fundamental para definir quais nutrientes são realmente necessários para cada perfil. Entre os mais procurados estão:
- Vitaminas do complexo B
- Vitamina D
- Zinco
- Selênio
- Colágeno
Existem também produtos específicos que reúnem diversos nutrientes voltados para a derme e as extremidades, como é o caso da linha de suplementos “Pele e unhas” da Animativ (ANM).
Uso seguro
Apesar de serem amplamente utilizados para complementar a dieta, os suplementos nutricionais não são isentos de riscos. Assim como os medicamentos, eles podem apresentar contraindicações e interações indesejadas, especialmente se forem consumidos sem o devido suporte técnico.
Rute do Vale alerta que esses produtos devem ser utilizados com acompanhamento adequado “para garantir segurança, eficácia e uso racional” esclarece a farmacêutica. Nesse cenário, as farmácias funcionam como espaços seguros para tirar dúvidas sobre possíveis interações entre os suplementos e outros remédios que a paciente já utilize.
A especialista reforça que a menopausa é um processo natural e que o cuidado deve ocorrer de maneira integrada, unindo alimentação balanceada, prática de exercícios, hidratação constante e apoio profissional.
Cenário brasileiro
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil possui aproximadamente 17 milhões de mulheres na faixa do climatério, entre 40 e 65 anos. Dentro desse grupo, cerca de 9,2 milhões estão na idade em que a menopausa é mais comum, entre os 50 e 65 anos.
Entretanto, o tema também envolve o público mais jovem. Estima-se que cerca de 30 milhões de brasileiras sejam afetadas pela menopausa precoce, condição que ocorre quando os ovários perdem sua função antes dos 40 anos.
A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação, sendo o resultado da redução progressiva de estrogênio e progesterona. O acompanhamento preventivo é a melhor forma de atravessar esse período mantendo a saúde física e emocional em dia.
Repercussão Assessoria









