
A proximidade do Carnaval acende um alerta importante sobre a saúde sexual. Com o aumento das interações em grandes aglomerações, cresce também o risco de exposição às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Especialistas reforçam que a proteção atual vai muito além de um método isolado, exigindo atenção redobrada dos foliões.
“A prevenção moderna utiliza um cardápio de opções que se adaptam à vida de cada pessoa, incluindo o uso de preservativos, as profilaxias medicamentosas, a vacinação e a testagem periódica” afirma o infectologista Marcelo Cordeiro.
Entenda o papel das profilaxias PrEP e PEP
Uma das maiores evoluções na saúde pública é a oferta de medicamentos que evitam a infecção pelo HIV. Essas estratégias funcionam em momentos distintos:
- PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). Uso programado de medicamentos antes da relação sexual, preparando o organismo para enfrentar o contato com o vírus.
- PEP (Profilaxia Pós-Exposição). Medida de urgência que deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco, como o rompimento da camisinha.
O médico ressalta que o preservativo continua indispensável contra doenças como sífilis e gonorreia. No entanto, para o HIV, essas profilaxias oferecem camadas extras de segurança que salvam vidas.
O perigo das infecções silenciosas
Dados recentes do Ministério da Saúde mostram um cenário que exige cautela. Em 2024, o Brasil registrou mais de 256 mil casos de sífilis adquirida. O maior desafio para as autoridades é o caráter assintomático de diversas doenças.
“Muitas ISTs são silenciosas. A pessoa pode não apresentar sintomas e continuar transmitindo a infecção” alerta Marcelo Cordeiro.
Entre as principais ameaças que evoluem sem sinais evidentes estão o HPV, a clamídia e as hepatites virais.
Check-up e responsabilidade coletiva
Manter a saúde sexual em dia é uma atitude que protege o indivíduo e seus parceiros. Para garantir um Carnaval tranquilo, o especialista sugere três pilares fundamentais:
- Testagem regular. Permite o diagnóstico precoce e interrompe a cadeia de transmissão do vírus.
- Vacinação atualizada. Proteção essencial contra o HPV e a Hepatite B.
- Cuidado compartilhado. O hábito de se testar deve ser encarado como um gesto de respeito coletivo.
Ao unir a prevenção combinada com a consciência social, é possível aproveitar os dias de festa sem comprometer o bem-estar a longo prazo.
Repercussão Assessoria










