
A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) alerta os pecuaristas: a segunda etapa da campanha de vacinação contra a brucelose está em andamento. A imunização é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses de idade e vai até 30 de novembro. A doença, que pode ser transmitida a humanos, causa prejuízos significativos à produção rural e ao bem-estar animal.
“Se o produtor não imunizou as bezerras na primeira etapa, precisa vacinar agora. Se o animal já passou de 8 meses, o imunizante é o RB51. Dentro da faixa etária, a vacina é a B19”, explica a fiscal agropecuária e médica veterinária Gisele Torres, coordenadora do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) no Amazonas.
A vacinação é feita uma única vez e as bezerras recebem uma marcação de identificação. A aplicação do imunizante é exclusiva para médicos veterinários e auxiliares cadastrados na Adaf.
Multas e transmissão da doença
A não vacinação acarreta multa de R$ 300 por propriedade e mais R$ 40 por animal. Além disso, produtores inadimplentes ficam impedidos de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) para movimentar seus rebanhos.
A brucelose pode ser transmitida por contato direto com animais infectados ou pela ingestão de leite cru e derivados não pasteurizados. Os principais sintomas em animais afetam a reprodução, causando aborto, infertilidade e nascimento de crias fracas, gerando prejuízo aos pecuaristas e sofrimento animal.
Após a vacinação, o produtor deve notificar a Adaf na unidade local de seu município, apresentando a nota fiscal da vacina e o atestado de imunização. Também é necessário informar à autarquia caso não haja fêmeas bovinas e bubalinas na faixa etária de vacinação em sua propriedade.











