Política Bullying em Manaus e a falha do Estado no suporte psicológico escolar

Bullying em Manaus e a falha do Estado no suporte psicológico escolar

Vereador Zé Ricardo - Foto: Divulgação/Assessoria

Um vídeo que circula nas redes sociais acendeu um alerta vermelho sobre a segurança e a saúde mental nas instituições de ensino do Amazonas. Uma estudante de apenas 13 anos foi vítima de cenas graves de violência e constrangimento na “Escola Estadual Karla Patrícia”, localizada no conjunto Cidadão 10, zona Norte de Manaus. O caso não é um fato isolado, mas o reflexo de um sistema que ignora leis vigentes e deixa crianças e adolescentes desamparados diante de agressões sistemáticas.

Cobrança na CMM

Diante da repercussão do caso, o vereador Zé Ricardo (PT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), para exigir respostas imediatas. O parlamentar denunciou que uma lei de sua autoria, que obriga a presença de psicólogos nas escolas para prevenir o bullying e outras formas de violência, continua sendo ignorada pelo Poder Público.

O vereador criticou a postura das autoridades e destacou o impacto da falta de assistência especializada.

“É inaceitável que uma lei aprovada para proteger nossas crianças e adolescentes não esteja sendo cumprida. Quando o poder público deixa de garantir psicólogos nas escolas, está sendo omisso diante do sofrimento dos nossos estudantes”, afirmou Zé Ricardo, reforçando que a ausência desses profissionais contribui para o agravamento da violência escolar.

Gargalo nas políticas

O bullying não pode mais ser tratado como uma simples “briga de criança” ou parte natural do amadurecimento. Trata-se de uma violência que exige estrutura e acompanhamento técnico para ser combatida.

  • Falta de apoio: Sem psicólogos no ambiente escolar, a detecção precoce de comportamentos agressivos ou de sinais de depressão nas vítimas torna-se quase impossível.
  • Omissão legal: A existência de leis que não saem do papel cria uma falsa sensação de segurança jurídica enquanto as famílias seguem desprotegidas.
  • Saúde em risco: Casos como o da “Escola Estadual Karla Patrícia” geram traumas que podem acompanhar o estudante por toda a vida.

Fiscalização necessária

Além do discurso político, é preciso que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) apresente números reais sobre a implementação desses profissionais na rede estadual. O pedido oficial de informações feito pelo parlamentar é um passo importante, mas a sociedade manauara precisa de um cronograma claro de contratações.

A prevenção ao bullying deve ser uma política educativa permanente e não apenas uma resposta reativa quando vídeos de agressão viralizam na internet. É necessário que as escolas sejam espaços de acolhimento e não cenários de humilhação pública.

Fique por dentro

O caso ocorrido na zona Norte de Manaus coloca em xeque a eficácia da segurança escolar e o cumprimento das leis de proteção ao menor. Garantir um ambiente livre de violência é um dever do Estado e um direito de cada aluno. Acompanhe nossas atualizações no portal para saber os desdobramentos dessa denúncia e as medidas para garantir psicólogos em todas as unidades de ensino.

ASCOM: Jane Coelho

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