
O hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes, conhecido como bruxismo, atinge cerca de 40% dos brasileiros. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que quatro em cada dez pessoas convivem com o problema no Brasil. A condição pode ocorrer tanto durante o dia quanto à noite, sendo o período do sono o momento de maior frequência. Caso não seja controlado, o distúrbio causa graves desgastes e dores crônicas.
De acordo com o coordenador do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, Rodrigo Ottoni, a origem do bruxismo pode ser atribuída a uma complexa teia de elementos físicos, psicológicos e ambientais.
“Este transtorno psicossomático provoca atividade repetitiva de apertar, deslizar e/ou ranger os dentes durante o sono, ou durante a vigília, de modo involuntário, e pode causar dores de cabeça, incômodos e zumbidos no ouvido, desgaste e amolecimento dental”, explica Rodrigo Ottoni.
O especialista reforça que, em casos graves, o paciente pode sofrer problemas nas gengivas, nos ossos e na articulação da mandíbula (ATM).
Sintomas e diagnóstico
Rodrigo alerta que o bruxismo representa um risco à saúde bucal como um todo, podendo levar a perdas dentárias e fadiga excessiva dos músculos faciais. É essencial buscar um cirurgião-dentista para um exame clínico minucioso.
- Perda de estrutura, trincas ou fraturas dentárias,
- Retração gengival e hábito de mordiscar a bochecha ou língua,
- Dores de cabeça frequentes, principalmente ao acordar,
- Sensação de cansaço ao mastigar,
- Dores ou estalos ao abrir e fechar a boca,
Gatilhos emocionais e físicos
O estresse diário muitas vezes se manifesta pelo ranger de dentes, funcionando como uma “válvula de escape” para as tensões. Além disso, influências físicas como dentes que não se encaixam corretamente fazem o corpo tentar corrigir o problema involuntariamente. A genética também desempenha papel importante, com maior probabilidade de desenvolvimento em pessoas com histórico familiar.
Sono e estilo de vida
Durante o sono, os músculos da mandíbula podem se contrair inconscientemente, caracterizando o bruxismo do sono. O uso de certos medicamentos, como antidepressivos e antipsicóticos, tem sido associado à condição como efeito colateral. Hábitos de vida, como o consumo excessivo de cafeína, álcool e drogas recreativas, também elevam os riscos.
“Independentemente do gênero, é importante que pessoas que apresentem sintomas busquem orientação para reduzir o desgaste dentário e a atividade do bruxismo”, enfatiza o docente.
Sobre a Anhanguera
Fundada em 1994, a instituição oferece infraestrutura moderna e portfólio com mais de 47 cursos de graduação presenciais e 96 à distância. Integrante da Cogna Educação, a marca possui mais de 106 unidades e 1.698 polos pelo país. Com o conceito “lifelong centric”, 91% das unidades possuem notas 4 ou 5 no Ministério da Educação (MEC).
ASCOM: Deiwerson Damasceno e Carolina Pinho | Anhanguera










