
O Botafogo cumpriu sua obrigação no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ), mas o caminho até a vitória de 2 a 0 sobre o Nacional Potosí deixou um gosto agridoce na boca do torcedor. O time comandado por Martín Anselmi garantiu a classificação para a terceira fase preliminar da “Libertadores”, só que a oscilação de rendimento durante os noventa minutos ligou um sinal de alerta que não pode ser ignorado.
Início avassalador
O roteiro da primeira etapa deu a entender que os mais de 28 mil alvinegros presentes assistiriam a uma goleada histórica. Com um ritmo intenso e volume de jogo sufocante, o Glorioso não deixou os bolivianos respirarem. Alex Telles abriu o placar com um belo gol e Danilo ampliou pouco antes do intervalo, selando o que parecia ser uma noite tranquila e de total domínio técnico.
Queda preocupante
O grande problema surgiu na volta do vestiário. O que se viu foi um apagão inexplicável que transformou um jogo controlado em um cenário de risco. A queda brusca de rendimento permitiu que o frágil adversário ganhasse campo e chegasse a carimbar a trave de Léo Linck. Para uma equipe que sonha com o bicampeonato da competição continental, essa passividade em momentos decisivos é um luxo que o Botafogo não pode se dar.
Próximo obstáculo
Agora o nível de dificuldade sobe consideravelmente. O adversário no último mata-mata antes da fase de grupos será o Barcelona de Guayaquil (Equador), que vem embalado após eliminar o Argentinos Juniors. A equipe brasileira precisará de muito mais consistência defensiva e foco mental para não repetir os erros cometidos nesta fase preliminar.
- Agenda: o primeiro confronto ocorre em Guayaquil (04/03) e a volta será no Nilton Santos (11/03).
- Foco: a pontaria precisa ser ajustada, já que o time desperdiçou inúmeras chances claras que poderiam ter evitado o sufoco final.
- Reforço: a experiência de jogadores como Alex Telles será fundamental para segurar a pressão em solo equatoriano.
Fique por dentro
A classificação é importante para manter o sonho vivo, mas o futebol apresentado no segundo tempo serve como uma lição valiosa. Martín Anselmi terá poucos dias para corrigir as falhas de concentração antes de embarcar para o Equador. Se quiser realmente brigar pelo título, o Botafogo precisa aprender a matar o jogo quando tem a oportunidade e não dar esperanças para adversários tecnicamente inferiores.










