
A movimentação política nos bastidores do Congresso Nacional começou o ano de 2026 com um embate direto sobre a transparência do sistema financeiro. O pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master alcançou o número necessário de assinaturas na última quarta feira (31/12). No entanto, o posicionamento dos representantes do Amazonas chamou a atenção, pois a maior parte da bancada do estado optou por não referendar o documento de abertura das investigações.
Senadores e deputados que optaram por não apoiar a investigação parlamentar
A lista oficial de parlamentares que não registraram apoio ao requerimento até o fechamento do prazo de coleta no final de 2025 inclui nomes influentes da política amazonense. A ausência dessas assinaturas reflete o alinhamento de parte da bancada com a base governista ou posturas de cautela diante das denúncias apresentadas pela oposição.
Os políticos do Amazonas que não assinaram o pedido de abertura da CPMI:
- Senador Eduardo Braga(MDB)
- Senador Omar Aziz (PSD)
- Deputado federal Silas Câmara do Republicanos
- Deputado federal Sidney Leite (PSD)
- Deputado federal Átila Lins (PSD)
- Deputado federal Saullo Vianna (UB)
- Deputado federal Pauderney Avelino (UB)
Os políticos do Amazonas que assinaram o pedido de abertura da CPMI:
- Senador Plínio Valério (PSDB)
- Deputado federal Capitão Alberto Neto (PL)
- Deputado federal Adail Filho (Republicanos)
- Deputado federal Fausto Jr. (UB)
Até o momento, o deputado Amom Mandel do Cidadania não consta na lista de parlamentares que formalizaram o apoio ao requerimento lido no encerramento da sessão legislativa.
Entenda as graves denúncias que motivaram o pedido de abertura da comissão
O foco da investigação parlamentar está em supostas irregularidades envolvendo operações bilionárias e o crescimento acelerado da instituição financeira nos últimos anos. O requerimento protocolado pelo deputado federal Carlos Jordy aponta a necessidade de apurar a relação do banco com fundos de pensão e possíveis privilégios em contratos com órgãos públicos.
Os principais pontos que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) pretende esclarecer são:
- A movimentação de valores que ultrapassam a marca de 12 bilhões de reais em transações consideradas atípicas;
- Possíveis conexões entre diretores da instituição e membros do Poder Judiciário em Brasília;
- O impacto da liquidação extrajudicial de braços financeiros do grupo e os prejuízos causados a investidores;
- A influência política em decisões regulatórias que beneficiaram o banco em períodos recentes;
Próximos passos e o impacto no cenário político nacional
Com o número mínimo de assinaturas garantido em (31/12), o requerimento agora aguarda a leitura oficial pelo presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Esse procedimento está previsto para ocorrer logo após o fim do recesso parlamentar, no início de fevereiro de 2026. A instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) pode alterar a dinâmica de votações no legislativo, uma vez que o governo busca evitar que o colegiado seja utilizado como palco de desgaste político.
A decisão dos parlamentares do Amazonas de não assinar o documento tem sido alvo de debates nas redes sociais, onde eleitores cobram posicionamentos claros sobre a fiscalização do sistema financeiro. Enquanto os membros que não assinaram alegam que as investigações já estão sendo conduzidas pelos órgãos técnicos de controle, a oposição argumenta que o papel fiscalizador do Congresso Nacional é indispensável para esclarecer o caso Banco Master.











