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Banana Frita transforma Centro Histórico em pista de dança durante o #Sou Manaus 2026

Fotos: PH Demi

Depois de transformar festas, ocupações e até as ruas da capital amazonense em pista de dança, o coletivo Banana Frita prepara uma nova ocupação do Centro Histórico. A iniciativa integra a programação do festival Sou Manaus Passo a Paço 2026 com um palco pensado e desenvolvido em conjunto com a organização do evento. A atração terá programação durante um dia inteiro e contará com curadoria de artistas assinada pela equipe do próprio coletivo.

A participação no festival ocorre no ano em que o grupo completa cinco anos de trajetória. A conquista representa um passo expressivo para o projeto que nasceu na cena independente e amplia sua atuação desde 2021 entre música eletrônica, performance, audiovisual e produção cultural. Em quase 30 edições realizadas, o projeto já reuniu mais de 15 mil pessoas nas pistas e movimenta uma rede superior a 100 trabalhadores da cultura a cada produção.

Ocupação no Centro Histórico

Para Leozera, artista, produtor cultural e um dos criadores da Banana Frita, o convite para fazer parte do Sou Manaus já era uma possibilidade desenhada na história da equipe. O produtor destaca que o grupo participa diretamente da construção do espaço que vai ocupar na Casa da Cultura Urbana. O público poderá acompanhar uma seleção de atrações pensada a partir da pesquisa e da identidade construída nas pistas de Manaus.

“Depois de tantos anos entregando edições cada vez maiores, a Banana começou a chamar a atenção de curadores e produtores. A organização do festival percebeu o lugar que ocupamos dentro das nossas comunidades. Vamos integrar a programação durante um dia inteiro, com um palco inserido na Casa da Cultura Urbana, pensado e criado em conjunto com o festival e com a nossa própria curadoria de artistas”, explica Leozera.

Pista em espaço público

A relação da Banana Frita com o espaço público vem de anos. Ao longo da caminhada, o coletivo levou suas atrações para formatos variados, passando de festas em clubes até festivais e ocupações urbanas. No Carnaval de 2026, a edição do projeto Banana na Rua, realizada em parceria com a YBÁ Criativa, reuniu mais de 2,5 mil pessoas em uma via do Centro Histórico de Manaus.

“Nós já produzimos e tocamos na rua algumas vezes. Nesse tipo de situação, você nunca sabe se a maioria é o seu público ou se são pessoas que nunca conheceram a Banana Frita. Acaba sendo a oportunidade de conquistar ou espantar”, brinca Leozera. “É interessante e desafiador. Quando conseguimos incluir os elementos básicos que compõem nosso espetáculo, ficamos mais seguros para entregar tudo. Acho que o mais importante é a expressão da arte na sua forma mais pura e a criação de uma identidade única. Quando isso acontece, o público encontra o que você está criando e consegue se identificar. Além disso, existe toda a experiência adquirida produzindo grandes eventos”, afirma.

Trajetória e diversidade

Criada no período da pandemia em 2021, a Banana Frita nasceu do desejo de conexão entre pessoas e cresceu até virar referência na cultura eletrônica da Região Norte. O projeto é liderado por pessoas LGBTQIAPN e reúne DJs, produtores, performers, artistas visuais e profissionais de dança, teatro e circo.

“São cinco anos de entrega absoluta de todas as pessoas que entraram e continuaram no coletivo. O desejo de tocar e crescer nos tornou artistas e produtores que querem aprender muito e circular com o nosso trabalho. Além de criar, também nos profissionalizamos nesse tempo. Agora é hora de colher alguns frutos que regamos pacientemente e com muito diálogo durante esses anos”, celebra o produtor.

Informações do evento

  • Evento #Sou Manaus Passo a Paço 2026
  • Período de realização de 4 a 7 de setembro de 2026
  • Localização no Centro Histórico de Manaus
  • Entrada totalmente gratuita
  • Detalhes adicionais nas redes oficiais do Sou Manaus Passo a Paço 2026

Sobre o coletivo

Fundado em Manaus em 2021, o coletivo Banana Frita atua como polo criativo de artes integradas e plataforma da cena eletrônica independente no Norte do Brasil. Liderado por pessoas LGBTQIAPN, o projeto conecta música, performance, audiovisual e produção cultural por meio de festas, festivais, ocupações e ações gratuitas. Com quase 30 edições promovidas, o grupo já recebeu mais de 15 mil pessoas e mobiliza mais de 100 trabalhadores da cultura em cada nova realização.

ASCOM: Maria Paula

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