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Avanço na educação rural e o fim das escolas de madeira em Manaus

Foto: Antônio Pereira / Semcom

A entrega de novas estruturas escolares na zona rural de Manaus marca um momento de transição importante para a rede pública municipal. Nesta quarta-feira, 11/3, a prefeitura, via Secretaria Municipal de Educação (Semed), devolveu à comunidade as escolas Arthur Virgílio Filho e Manoel Adriano.

Localizadas nos eixos rodoviários da BR-174 e AM-010, essas unidades deixam para trás o passado de estruturas precárias para adotar o padrão de alvenaria e tecnologia que já é realidade na área urbana.

O investimento em infraestrutura fora do centro metropolitano é um passo estratégico para combater a desigualdade educacional. Historicamente, alunos de ramais enfrentavam dificuldades maiores devido ao isolamento e à falta de recursos básicos. Com a reorganização desses espaços, o município sinaliza que a qualidade do ensino não deve ser medida pela distância geográfica.

Padrão urbano na zona rural

A transformação das unidades envolveu desde a ampliação de vagas até a instalação de Centros de Tecnologia Educacional (CTE). Na escola Arthur Virgílio Filho, situada no km 15 da BR-174, a capacidade de atendimento foi triplicada para receber 154 estudantes da Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Já na escola Manoel Adriano, no km 42 da AM-010, a mudança foi estrutural. A unidade agora funciona integralmente em alvenaria e conta com salas climatizadas, o que impacta diretamente no foco e no bem-estar dos 111 alunos. Segundo o secretário municipal de educação, Júnior Mar, a meta de eliminar as escolas de madeira na zona rural está próxima de ser atingida.

Estrutura e conquistas da rede municipal

O fortalecimento da infraestrutura escolar é um dos pilares que sustenta o atual desempenho de Manaus nos índices nacionais. Alguns pontos fundamentais explicam esse processo de modernização:

  • Implementação de Centros de Tecnologia Educacional (CTE) em áreas remotas
  • Instalação de salas de recursos e banheiros adaptados para Pessoas com Deficiência (PcD)
  • Substituição sistemática de prédios de madeira por construções em alvenaria
  • Climatização total das salas de aula para garantir conforto térmico em ramais e comunidades
  • Expansão administrativa com salas exclusivas para coordenação pedagógica e professores

“Estamos levando o mesmo padrão de qualidade da zona urbana para a zona rural de Manaus. Quando assumimos, havia cerca de 20 escolas de madeira na zona rural, e já estamos praticamente zerando esse quadro. Hoje temos o 5º melhor IDEB do país, resultado de investimento em educação e de uma gestão eficiente”, afirmou o secretário Júnior Mar.

Impacto na vida das famílias

Para as mães e gestoras que vivem o dia a dia nos ramais, a reforma é mais que estética. Jocelilda da Silva, gestora da escola Arthur Virgílio Filho, destacou que a ampliação das vagas é um benefício direto para as famílias que antes não tinham onde matricular seus filhos. Milena Ferreira, mãe de alunos na escola Manoel Adriano, reforçou que o ar-condicionado e o novo mobiliário oferecem o conforto necessário para o aprendizado real.

Manter esse ritmo de entregas é o grande desafio logístico da Semed, considerando a vasta extensão territorial de Manaus. Com mais de 390 escolas reformadas na atual gestão, o foco agora se volta para a manutenção desses espaços e para o treinamento constante dos profissionais que atuam nessas frentes de difícil acesso.

ASCOM: Jorgiane Castinares / Semed

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