
O Amazonas respirou um pouco mais aliviado nesta manhã. A captura de Fernando Batista de Melo, de 48 anos, acusado de tirar a vida do próprio filho de apenas 3 anos, encerra um capítulo de angústia que mobilizou não apenas as forças de segurança, mas o sentimento de toda uma nação. O desfecho ocorreu na madrugada deste sábado, 24 de janeiro, em uma operação que demonstrou a importância da persistência e do olhar atento das nossas patrulhas.
A operação no Parque Mosaico, na Zona Norte de Manaus, foi marcada por um cerco estratégico que não deu tréguas ao acusado. O ponto de virada aconteceu quando uma guarnição avistou uma fogueira acesa nas proximidades de uma área de mata perto do cemitério. O que o suspeito acreditava ser um refúgio seguro na escuridão acabou se tornando o sinal que guiou os policiais diretamente até o seu paradeiro.
Ao ser abordado, o homem ainda tentou ludibriar os militares se passando por uma pessoa em situação de rua. No entanto, o nível de alerta e o preparo das equipes do CPA Centro-Sul impediram qualquer tentativa de fuga ou engano.
“O suspeito acreditava que a polícia já havia encerrado as buscas durante a madrugada, mas foi surpreendido pela permanência do cerco” afirmou o capitão Gamenha.
Detalhes técnicos e mobilização das equipes
A captura foi o resultado de dias exaustivos de trabalho integrado. A operação não se limitou apenas ao esforço humano por terra, mas utilizou ferramentas modernas para garantir que nenhum ponto ficasse sem vistoria.
- Uso de drones para mapeamento térmico e visual da mata fechada.
- Apoio de helicóptero para patrulhamento aéreo constante e monitoramento de áreas extensas.
- Mobilização de viaturas em pontos estratégicos para fechar as rotas de fuga conhecidas.
- Manutenção do cerco ininterrupto mesmo durante os horários de menor visibilidade e maior cansaço das tropas.
Crimes que envolvem crianças geram uma ferida profunda no tecido social. A resposta rápida da Polícia Militar do Amazonas não é apenas uma obrigação institucional, mas um compromisso moral com a sociedade amazonense. O empenho dos soldados que realizaram a prisão, mesmo diante do desgaste físico e das longas horas de serviço, reforça a confiança da população nas autoridades locais.
Agora, com o suspeito sob custódia e entregue às autoridades competentes, o caso segue para a esfera judicial. A resposta da segurança pública foi dada com eficiência e rigor, reafirmando que atos de extrema gravidade serão combatidos com toda a força do Estado para que a justiça seja devidamente aplicada.
Conflito familiar e cobrança de pensão alimentícia
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros apontam que o crime brutal foi motivado por um grave desentendimento familiar. O suspeito e a mãe da criança haviam se separado em dezembro de 2025 e o homem demonstrava resistência em aceitar o término da relação. No dia do ocorrido, houve uma discussão ríspida motivada pela cobrança de pensões alimentícias que estavam em atraso, o que teria desencadeado a fúria do agressor contra o próprio filho.
Vingança como forma de punição materna
Para as autoridades policiais, o ato foi planejado como uma forma cruel de vingança contra a ex-companheira. O objetivo do agressor era atingir a mãe em seu ponto de maior vulnerabilidade emocional para causar um sofrimento permanente. Após ser capturado em sua tentativa de esconderijo na área de mata, o homem alegou em depoimento que teria sido influenciado por pensamentos ruins no momento da ação. O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica, o que reforça a natureza violenta do ataque contra a criança que não teve chances de defesa.
Fatos que ajudam a entender o caso
- O casal estava separado há pouco mais de um mês antes do crime.
- Existiam registros anteriores de ameaças contra a integridade da mãe.
- O agressor utilizou o momento do banho da criança para se trancar no banheiro.
- A perícia descartou o uso de armas brancas após exames detalhados no IML.










