
O balanço das políticas públicas voltadas ao público feminino no Amazonas revela um cenário de expansão e descentralização ao longo do último ano. A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) registrou um marco de 12,9 mil atendimentos em 2025, consolidando uma rede que vai além do acolhimento emergencial. O foco das ações integrou desde o suporte psicológico para vítimas de violência doméstica até a qualificação profissional como ferramenta de independência financeira.
“Estamos comprometidos em avançar cada vez mais na proteção e garantia dos direitos de cada mulher do nosso estado. Contamos com uma equipe humanizada, que acolhe, ouve e realiza os devidos encaminhamentos.” — Jussara Pedrosa, secretária da Sejusc.
Acolhimento técnico e suporte familiar em números
A estrutura de atendimento técnico gerenciada pela Secretaria Executiva de Políticas para Mulheres demonstrou uma capacidade de resposta robusta para diferentes perfis de vulnerabilidade. O acolhimento não se limitou apenas à figura feminina, estendendo-se aos dependentes e ao núcleo-familiar, o que é fundamental para romper o ciclo de violência de forma definitiva.
Os indicadores de impacto social da pasta em 2025 detalham a abrangência do serviço:
- Violência doméstica: foram realizados 8.833 acolhimentos diretos a mulheres em situação de risco dentro de seus lares.
- Demandas diversas: a rede atendeu 1.508 mulheres com necessidades variadas de direitos e assistência.
- Suporte à infância e família: o atendimento incluiu 761 filhos e 367 famílias, garantindo um suporte multigeracional.
- Ações educativas: mais de 4,6 mil atividades, entre campanhas e ações itinerantes, foram levadas à população da capital e do interior.
Autonomia financeira e reeducação do agressor
Um dos pilares para que a mulher consiga sair de uma situação de abuso é a garantia de sua própria renda. Por meio da SEPM, a Sejusc beneficiou centenas de mulheres com cursos de capacitação que incluíram jovens em vulnerabilidade e egressas do sistema prisional. Formações em áreas como inclusão digital, estética e padaria-artesanal serviram como porta de entrada para o empreendedorismo local.
Paralelamente ao empoderamento feminino, o estado investiu na raiz do problema através do Serviço de Atendimento, Responsabilização e Educação ao Agressor (Sare). O programa trabalhou na reeducação de homens encaminhados pelo juizado por descumprimento da Lei Maria da Penha. Através de rodas de conversa e reflexões sobre empatia e não-violência, a iniciativa busca reduzir as taxas de reincidência criminal no Amazonas.
Expansão para o interior e novas unidades Samic
A descentralização dos serviços foi um dos maiores avanços estratégicos do período. Com a inauguração de novas unidades do Serviço de Apoio à Mulher, Idoso e Criança (Samic) em Barcelos, Coari e Tapauá, o governo estadual conseguiu levar assistência especializada para áreas remotas. Essas unidades funcionam como braços da rede de proteção, facilitando denúncias e garantindo que a distância geográfica não seja um impedimento para o acesso à justiça.
Além das novas unidades, a capital recebeu investimentos em infraestrutura como a reinauguração do Sapem Sul e a ampliação do Sapem Centro-Sul. A rede também foi fortalecida com novos veículos para ações itinerantes e o lançamento do Guia Delas, que padroniza os protocolos de atendimento e proteção em grandes eventos e espaços públicos.
Para quem busca auxílio ou deseja conhecer mais sobre os equipamentos disponíveis, a Sejusc disponibiliza canais de atendimento direto via portal oficial e pelos números da Sejusc Mulher. A sede da secretaria executiva continua operando no bairro Adrianópolis, em Manaus, servindo como o ponto central de coordenação para todas essas políticas de garantia de direitos.










