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Alta de 55% no querosene de aviação pressiona companhias e passagem mais cara já é esperada

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O cenário econômico brasileiro enfrenta uma nova turbulência vinda diretamente do Oriente Médio. Com a escalada do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, o mercado global de petróleo reagiu com uma alta agressiva, forçando a Petrobras a reajustar os valores dos combustíveis no Brasil.

O primeiro impacto severo foi sentido pelas companhias aéreas, que já lidam com um aumento de aproximadamente 55% no preço do Querosene de Aviação. Esse movimento deve encarecer passagens e fretes em todo o território nacional nas próximas semanas.

Impacto no céu

A informação sobre o reajuste bilionário partiu do “Grupo Abra”, que controla a Gol, alertando para a inviabilidade de manter as tarifas atuais diante de um salto tão brusco. Embora a Petrobras ainda não tenha emitido uma nota oficial detalhando o percentual exato, as distribuidoras já começaram a repassar os novos valores para as empresas que operam aeronaves de médio e grande porte.

O mercado de aviação civil é um dos termômetros mais sensíveis às tensões geopolíticas, e o atual bloqueio de rotas e instabilidade no Estreito de Ormuz agrava a situação logística global.

Guerra de Trump

Durante um evento em São Paulo (SP) para comemorar os 21 anos do “Programa Universidade Para Todos” (Prouni), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra a política externa americana.

Em um discurso crítico, ele afirmou que o povo brasileiro não pode ser refém de conflitos externos e culpou diretamente a postura do governo de Donald Trump pela instabilidade que encarece o combustível nas bombas brasileiras.

“Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, afirmou o presidente Lula.

Crítica aos atravessadores

Lula também aproveitou a oportunidade para criticar decisões de gestões passadas, citando especificamente a venda da “BR Distribuidora”.

Segundo o presidente, a ausência de uma subsidiária forte dificulta que eventuais reduções de preço feitas pela Petrobras cheguem efetivamente ao consumidor final.

Ele alega que a existência de intermediários e atravessadores impede que a política de preços da estatal seja sentida no bolso da população, mantendo as margens de lucro de empresas privadas em detrimento do bem-estar social.

Subsídio ao diesel

Para conter a inflação que o diesel costuma carregar para os alimentos e produtos básicos, o governo federal prepara uma Medida Provisória (MP) de impacto imediato.

O objetivo é criar um subsídio para o diesel importado, uma vez que o país ainda depende da compra externa de cerca de 30% do que consome.

  • O governo planeja um desconto de R$ 1,20 por litro no produto importado.
  • A medida tenta evitar que a alta do petróleo no mercado internacional paralise o transporte de cargas no Brasil.
  • O ministro Dario Durigan confirmou que a equipe econômica trabalha para garantir a adesão de todos os estados antes da publicação oficial.

Logística e preços

A grande preocupação da equipe econômica é o efeito cascata. O diesel é o motor da logística nacional e qualquer variação negativa afeta diretamente o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Se a estratégia de subsídio não for implementada com rapidez, o risco de uma nova crise no setor de transportes e um aumento generalizado nos supermercados torna-se real.

A dependência brasileira das cotações internacionais volta a ser o centro do debate político, evidenciando a fragilidade da soberania energética em tempos de guerra globalizada.

Fonte: https://jovempan.com.br/noticias/economia/petrobras-aumenta-preco-de-querosene-para-aviacao-em-55.html

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