“Alexandrina — Um Relâmpago” cruza o oceano e leva cinema amazônico ao Solar Festival, na Suíça

Cinema decolonial do Norte do Brasil estreia na Europa com "Alexandrina — Um Relâmpago" - Foto: João Paulo Machado

“Um corpo, uma memória, um relâmpago.” O curta-metragem “Alexandrina — Um Relâmpago”, dirigido por Keila-Sankofa, segue rompendo fronteiras estéticas e geográficas.

Após percorrer museus, festivais e centros culturais dentro e fora do Brasil, a obra integra a programação do Solar Festival 2025, em Zurique (Suíça), com exibição marcada para o dia 28 de julho.

Na mostra “Edição Amazônia”, dedicada à crise climática e à potência da arte decolonial, o filme se destaca por sua linguagem inventiva e política. Alexandrina, mulher negra amazônida, emerge como protagonista de uma história que questiona os apagamentos da história oficial e reafirma a beleza radical de um corpo que resiste.

“Essa é a imagem mais próxima do que poderia ter sido, se a violência colonial não tivesse atravessado aquele corpo”, afirma Keila-Sankofa.

O filme nasce como resposta à escassez de registros respeitosos sobre a população negra na história da Amazônia. É cinema, mas também instalação, manifesto e semente de futuro.

Ao longo de sua trajetória, “Alexandrina — Um Relâmpago” tem reafirmado sua potência política e estética, conquistando premiações em diversos festivais: Melhor Edição de Som no Cine PE, Melhor Direção de Arte e Melhor Direção no Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, além do Prêmio Leda Maria Martins na categoria Ancestralidade, em Minas Gerais, e o Prêmio de Aquisição no Diário Contemporâneo de Fotografia, no Pará.

O Solar Festival, com o tema “Arte e Cultura como Catalisadores para uma Consciência Transformadora”, propõe diálogos entre ancestralidade, tecnologia e meio ambiente. A presença de Alexandrina, no filme e no imaginário, reforça o protagonismo feminino na defesa da floresta e da memória coletiva.

“Ela está em todos os lugares”, diz a historiadora Patrícia Melo, cuja pesquisa inspirou o filme. “Alexandrina ilumina os esquecimentos e nos devolve o lugar de protagonistas da nossa própria história.”

Em Zurique, o cinema amazônico afirma que há memórias que relampejam e acendem o mundo.

Assessoria de comunicação: Vívian Oliveira

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