
Dono do barulhento blog Thomaz Rural, Thomaz Meirelles não usa rodeios: R$ 70 milhões jogados fora, de novo. O dinheiro alemão vem, passa pelas mãos do MMA, da KfW e das ONGs de sempre e termina exatamente onde começou: em relatórios bem escritos, eventos cheios de powerpoints e zero transformação real.
O modelo é conhecido e fracassado, mas insiste em sobreviver porque cumpre um papel estratégico: preserva a floresta brasileira para garantir conforto europeu, enquanto mantém o amazônida longe da produção, da renda e da autonomia.
A floresta fica em pé, o discurso em dia, tudo bonito. Mas o povo continua de joelhos, miserável e abandonado.
ONG forte, Estado fraco
Thomaz vai ao ponto sensível: por que o dinheiro nunca passa pelos órgãos públicos que conhecem o território?
IDAM, ATER, técnicos locais? Nem pensar. Autonomia não combina com esse modelo.
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) segue administrando centenas de milhões sem entregar impactos econômicos claros, mensuráveis e auditáveis.
Se esse dinheiro fosse aplicado no Zoneamento Ecológico-Econômico, o Amazonas ganharia planejamento, produção e soberania.
Mas só que o Estado ficaria forte demais e a FAS não gosta de concorrência.
Juliana Brizola vem a Manaus

Juliana Brizola chega a Manaus como símbolo e recado político. O sobrenome pesa, e o PDT sabe disso.
A visita marca a transição no comando estadual do partido, com Sabá Reis assumindo a presidência e Carlos Luppi carimbando a mudança.
Resta saber se o trabalhismo histórico vem junto ou se fica só no discurso, como tantas “heranças políticas” que não resistem ao clima amazônico.
Seca braba e a Amazônia fora do script

Enquanto editais falam em “sociobioeconomia”, os rios simplesmente desaparecem.
Tabatinga, Coari e o Alto Solimões vivem uma seca que não estava no calendário. Porto seco, embarcação encalhada, custo maior e risco diário para quem depende do rio para tudo.
O Rio Negro, que deveria subir 10 cm por dia, mal se mexe.
A natureza dá sinais claros de desequilíbrio — e o planejamento continua preso em oficinas e seminários.
China aposta onde ONGs não chegam

Enquanto parte do mundo investe em relatórios, a China investe em fábrica.
A Kaifa anuncia R$ 200 milhões no Polo Industrial de Manaus, puxada por um contrato bilionário de hidrômetros inteligentes da Sabesp.
São empregos, tecnologia, exportação e valor agregado.
Um contraste gritante: menos discurso verde, mais produção real. A ZFM segue provando que desenvolvimento também preserva, quando gera renda.
Austrália transforma lixo em solução

Na contramão da retórica ambiental vazia, a Austrália resolveu testar ciência no chão.
Resíduos de lã, antes problema ambiental, viraram cobertura de solo.
E o resultado da experiência? Evaporação até 35% menor, microrganismos até 50% maiores, solo vivo de novo sem edital pomposo, sem ONG internacional explicando o óbvio.
Aula para Brasil aprender
Composto e grânulos de lã elevaram colheitas em até 18%, criaram empregos rurais e recuperaram terras consideradas mortas.
Tudo mensurável, replicável e auditável. A diferença é simples: lá o objetivo é produzir melhor.
Aqui, parece ser administrar a pobreza com verniz ambiental.












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