
Roberto Carlos está prestes a tomar uma das decisões mais impactantes de sua trajetória na televisão: deixar a TV Globo – ou não – após décadas de parceria. Segundo apuração, a permanência do cantor na emissora vinha sendo sustentada quase exclusivamente por Boninho, que deixou recentemente a casa. Com a saída do diretor, Roberto passou a considerar seriamente o convite de acompanhar o amigo em um novo projeto no SBT.
A relação entre Roberto e Boninho é marcada por confiança e fidelidade. Fontes próximas afirmam que o cantor, conhecido por ser exigente e reservado, só se sente confortável trabalhando com quem confia plenamente — como é o caso de Boninho. A Globo, por sua vez, já não demonstrava o mesmo entusiasmo com o tradicional especial de fim de ano, especialmente após a pandemia, quando teve dificuldades em conseguir patrocinadores de peso para bancar a estrutura de produção.
Além da perda de patrocínio, a emissora vinha alterando o formato e o calendário das apresentações de Roberto, que costumavam ir ao ar no Natal. A falta de prioridade ao projeto e o surgimento de alternativas, como especiais com Fábio Jr., fizeram o cantor se sentir negligenciado ao tomar conhecimento que a emissora não tinha mais interesse em renovar seu contrato. Mesmo assim, Boninho teria insistido na permanência do artista até que se completassem os 50 anos de carreira do “Rei” e os 60 anos da Globo, o que ajudou a segurá-lo por mais tempo.
Com a saída de Boninho da Globo, a emissora corre contra o tempo para evitar a debandada de Roberto Carlos. A alternativa encontrada foi acionar Carlos Henrique Schroder, ex-diretor da Globo e amigo pessoal do cantor. Schroder ganhou a confiança de Roberto após promover uma ampla cobertura jornalística de seu show no Maracanã, antes da pandemia — algo que impressionou positivamente o artista.
A amizade entre os dois teve início de forma inusitada. Incentivado por seu então empresário, Dodi Serena, Roberto resolveu ligar pessoalmente para agradecer a cobertura jornalística feita por Carlos Henrique Schroder. No entanto, ao atender a ligação e achar que se tratava de um trote, Schroder desligou o telefone de forma distraída.
Surpreso com a reação, Roberto comentou com Dodi que havia sido tratado com desdém e que o diretor parecia não acreditar que era realmente o “Rei” do outro lado da linha. Dodi, então, entrou em contato com Schroder e confirmou: sim, era o maior cantor do Brasil quem havia ligado.
Ao se dar conta da verdade, emocionado, Schroder organizou um jantar para recebê-lo. A partir desse encontro, nasceu uma forte amizade entre os dois. Na ocasião, Schroder revelou a Roberto que, quando jovem, morava no interior de São Paulo e fazia longas viagens até a capital apenas para ser um dos primeiros a comprar seus discos, que só eram vendidos em uma loja específica, a centenas de quilômetros de sua casa.
Ele contou ainda que o carinho da imprensa por Roberto vinha de uma profunda admiração pessoal que carregava desde a juventude.
Deixando as boas histórias para trás, a Família Marinho tomou conhecimento recente que estaria prestar a perder Roberto Carlos com a atual gestão de Amauri Soares. Partiu então do próprio Marinho, após o especial de 60 anos do canal, ligar para Carlos Henrique Schroder e fazer um pedido pessoal: “volte e segure o rei o máximo que der”.
Agora, a Globo aposta nessa amizade para tentar manter Roberto Carlos em sua programação, pelo menos até o fim do ano, quando se celebra o especial “60 anos com o Rei”. Se der para fechar três anos de contrato, melhor ainda. No entanto, fontes garantem que o cantor está decidido a não ter mais um contrato de exclusividade com a Globo, justamente para não encerrar sua parceria com Boninho, que pretende levar o espetáculo de Roberto para outros canais, e até mesmo o straming.
De um lado, Roberto diz que pode continuar sem a cláusula de exclusividade, de outro a Globo tenta fazer com que ele aceite, deixando Boninho para trás pelos próximos três anos. Resta saber se a emissora conseguirá convencer o “Rei” a permanecer em sua tradicional casa. Apenas uma cláusula segue pendente na negociação: a de exclusividade.
Fonte: https://lobianco.ig.com.br/2025-05-01/a-verdade-sobre-a-globo-e-roberto-carlos.html











