
O início de um novo ciclo no futebol exige muito mais do que apenas técnica ou preparo físico. No caso do Botafogo, a chegada de 2026 marca uma transição profunda que vai além das quatro linhas. Com a contratação de Martín Anselmi para substituir Davide Ancelotti, o clube da estrela solitária abraça uma nova filosofia de jogo. Essa mudança demanda paciência da torcida e, acima de tudo, uma resiliência exemplar por parte dos atletas que permanecem no elenco alvinegro.
O novo desenho tático e a coragem para mudar
Anselmi não chegou ao Rio de Janeiro apenas para dar continuidade ao que vinha sendo feito na temporada anterior. O treinador argentino propõe uma ruptura tática significativa ao adotar um esquema com três defensores fixos. Essa escolha altera completamente a dinâmica do setor central, que antes operava em um formato tradicional de linha de quatro defensores. A busca por um volume de ataque ainda maior é uma promessa ousada que exigirá um período de adaptação rigoroso dos jogadores e compreensão dos torcedores.
A lacuna deixada pela saída de Marlon Freitas
Um dos maiores testes para a maturidade do grupo será lidar com a ausência de Marlon Freitas. O antigo capitão, que aceitou um convite do Palmeiras, era o coração do time nas últimas três temporadas. Perder uma referência técnica e moral no vestiário obriga o grupo a encontrar novas vozes de liderança de forma urgente. Nomes experientes como Alex Telles e Marçal agora possuem a missão de sustentar a confiança interna enquanto os novos reforços buscam seu espaço na equipe titular.
As novas apostas e o fôlego da juventude alvinegra
O planejamento para esta temporada foca em um equilíbrio delicado entre a experiência de veteranos e o potencial de jovens talentos. A diretoria do Glorioso projeta um ano de brilho para atletas que podem se tornar os grandes protagonistas da competição nacional e continental.
- Álvaro Montoro e Jordan Barrera surgem como as principais promessas para oxigenar a criação das jogadas.
- Lucas Villalba chega como o reforço pontual para garantir a segurança necessária ao novo sistema defensivo.
- Arthur Cabral e Santi Rodríguez vivem a expectativa de assumir a responsabilidade de decidir jogos em momentos de pressão.
Perspectivas para a estreia no estadual
A estreia contra a Portuguesa no Campeonato Carioca, organizado pela FERJ, no próximo dia 15, será o primeiro capítulo desta jornada de reconstrução. Mais do que um resultado positivo imediato, o que se espera é a demonstração de um trabalho que tenha convicção e clareza. O sucesso do clube em 2026 dependerá diretamente da capacidade de manter a calma nos momentos de adversidade e de acreditar que o processo de renovação renderá bons frutos no longo prazo.
Fonte: https://www.lance.com.br/botafogo/martin-anselmi-e-as-missoes-com-o-botafogo-no-inicio-de-2026.html











