Zona Sul de Manaus passa por transformação e áreas abandonadas ganham nova função

Foto: Valdo Leão/Semcom

O encerramento da primeira semana de mobilização na zona Sul de Manaus (17/1) pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) revela um modelo de gestão que vai além da simples remoção de resíduos. Com a atuação de 600 servidores em frentes simultâneas, a prefeitura demonstra que a manutenção da capital amazonense exige uma força-tarefa integrada. Áreas críticas como a avenida Lourenço da Silva Braga e a alameda São Benedito receberam intervenções que alteram não apenas a estética visual, mas a funcionalidade de espaços públicos historicamente negligenciados.

Educação ambiental e o fim das lixeiras viciadas

Um dos pontos altos desta operação é a substituição de depósitos irregulares por jardins ecológicos, como o que foi implantado no vão da ponte do Educandos. A estratégia de transformar um antigo lixão clandestino em área verde é uma resposta eficaz para desencorajar o descarte inadequado. No entanto, o sucesso dessa transformação depende diretamente da conscientização.

As equipes de Educação Ambiental percorreram residências no Educandos, Morro da Liberdade e Betânia para orientar sobre horários de coleta e reciclagem. Como bem pontuou o secretário Sabá Reis, o foco está em mudar a consciência da população para que a limpeza seja permanente. A instalação de coletores comunitários em pontos estratégicos surge como a ferramenta prática para que o morador faça a sua parte com facilidade.

“Não é apenas sobre retirar o lixo das ruas, mas sobre devolver a dignidade e o respeito que cada morador da nossa cidade merece.”

Integração entre limpeza e abordagem social

A mobilização chamou a atenção pelo caráter multidisciplinar. Não se tratou apenas de capinação e poda, mas de uma ação conjunta com a Secretaria Municipal de Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e o Fundo Manaus Solidária (FMS). A abordagem de 33 pessoas em situação de rua na alameda São Benedito, com 14 encaminhamentos para unidades de acolhimento, ataca um problema complexo de saúde pública e segurança.

A pedagoga Francisca Sousa Pereira destacou que a revitalização trouxe mais segurança para quem transita pela área, comprovando que o abandono de espaços públicos alimenta a criminalidade e a desvalorização urbana. Ao recuperar o parque Mestre Chico e o monumento local, a prefeitura devolve o sentimento de pertencimento aos moradores da zona Sul.

O diferencial do primeiro ecoponto no Educandos

A implementação do primeiro ecoponto da Semulsp em um prédio antes abandonado no Educandos é um marco logístico para a região.

O espaço servirá como:

  • Unidade descentralizada para atendimento direto aos moradores da zona Sul.
  • Local adequado para o descarte de resíduos que não devem ir para o lixo comum.
  • Ponto de apoio para as equipes que atuam na manutenção constante dos igarapés.

Esta estrutura ajuda a evitar que o lixo termine no igarapé do Educandos, trecho que recebeu limpeza intensa entre a Manaus Moderna e a Cachoeirinha. A gestão do prefeito David Almeida foca no conceito de que a limpeza pública é um serviço de dignidade humana.

Vigilância contra irregularidades e construções indevidas

Além do zelo ambiental, a operação identificou 24 ocorrências de construções irregulares. O acompanhamento desses casos por órgãos como o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) é fundamental para garantir que o ordenamento urbano seja respeitado. A aprovação de moradoras como Maria do Socorro Ferreira da Silva reforça que a comunidade está atenta e deseja que a “imundície” do passado não retorne aos bairros.

ASCOM: Dora Tupinambá/Semulsp

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