Prefeitura embarga obra da Cigás após destruição de avenida na zona Norte

Foto: Divulgação/Implurb

A preservação da infraestrutura urbana de Manaus exige vigilância constante e punições severas para quem desrespeita as normas técnicas. Nesta sexta-feira, 16/1, a prefeitura deu um exemplo de autoridade ao autuar e embargar uma obra da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) na zona Norte. A intervenção ocorria na avenida José Henrique Bentes Rodrigues e apresentava um cenário de destruição que contrariava totalmente o projeto original aprovado pelos órgãos municipais.

Essa ação, conduzida pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), não foi apenas uma formalidade administrativa, mas uma medida corretiva urgente. O objetivo central é impedir que empresas de grande porte ignorem os métodos construtivos que garantem a integridade do asfalto e o bem-estar da população que circula pelas vias públicas.

O descumprimento do método não destrutivo e os danos causados

O projeto autorizado previa o uso do Método Construtivo Não Destrutivo (CND). Essa tecnologia é essencial para obras de gás em áreas urbanas, pois permite a instalação de tubulações por meio de perfurações subterrâneas, preservando a superfície da avenida. No entanto, a fiscalização flagrou uma realidade oposta no local.

Os problemas identificados pelas equipes técnicas foram graves:

  • Abertura indiscriminada de valas ao longo de toda a avenida.
  • Destruição completa do pavimento asfáltico em trechos onde não deveria haver escavação superficial.
  • Degradação do canteiro central da via.
  • Impacto negativo direto na fluidez do trânsito e na segurança dos motoristas.

O vice-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, reforçou que a empresa foi notificada, embargada e multada. A prefeitura entende que esse tipo de conduta gera prejuízos financeiros e logísticos para a cidade, além de desgastar a imagem da gestão pública perante os moradores que sofrem com a poeira e os buracos deixados para trás.

Compromisso com a infraestrutura e o dever de fiscalizar

A postura adotada nesta sexta-feira deixa um recado claro para todas as concessionárias e empresas que executam serviços na capital amazonense. O progresso e a expansão de serviços como o gás natural são bem-vindos, mas não podem ocorrer à custa do patrimônio público ou da mobilidade urbana.

A ação preventiva evita que o dano se torne irreversível, o que exigiria gastos públicos extras para recuperar uma avenida que deveria estar preservada. O rigor na aplicação das medidas cabíveis demonstra que o dever de fiscalização está sendo cumprido com responsabilidade.

Manter a ordem em uma metrópole como Manaus requer que cada intervenção siga rigorosamente o que foi planejado. Quando uma empresa decide mudar o método de execução sem autorização, ela coloca em risco a durabilidade do asfalto e a segurança dos cidadãos. A resposta do Implurb é um passo fundamental para assegurar que as intervenções ocorram com o menor impacto possível à vida das pessoas.

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