
O transporte coletivo de Manaus está prestes a vivenciar uma transformação que vai além da renovação da frota. Com o anúncio do programa “Escola de Transporte Inclusivo”, a prefeitura, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), foca no treinamento humano para resolver gargalos históricos no atendimento a idosos e Pessoas com Deficiência (PcDs).
Nesta sexta-feira, 16/1, visitas técnicas às garagens das empresas Via Verde e Vega Transporte serviram para alinhar a logística das capacitações. O projeto não é apenas uma formalidade técnica, mas sim uma estratégia de resgate da empatia no dia a dia das ruas, onde motoristas e cobradores lidam com as limitações e necessidades de milhares de passageiros.
O diferencial desta iniciativa é levar o treinamento para dentro das empresas. Em vez de deslocar os trabalhadores para um centro externo, o IMMU utilizará as dependências das próprias concessionárias no Lírio do Vale e no Tarumã, facilitando a adesão dos colaboradores. A aula inaugural está confirmada para o dia 30 de janeiro.
Os principais eixos de atuação do programa incluem:
- Treinamento focado no acolhimento de pessoas com mobilidade reduzida.
- Dinâmicas de empatia para compreender as dificuldades enfrentadas por idosos.
- Instruções sobre o uso correto e seguro dos elevadores de acessibilidade.
- Aperfeiçoamento da comunicação direta entre rodoviários e usuários.
O papel fundamental da parceria público privada

A vice-presidente de transporte do IMMU, Viviane Cabral, reforçou que o objetivo é visitar todas as empresas do sistema. Essa união entre o poder público e as concessionárias é vital para que a teoria se transforme em prática. Quando a empresa oferece sua estrutura para qualificar o funcionário, ela também assume o compromisso de entregar um serviço mais eficiente.
Para quem está ao volante, como o motorista Marlison Freitas, a capacitação é vista como uma valorização da categoria. O compromisso com a pontualidade e o respeito, pilares citados pelos próprios trabalhadores, ganha força quando há suporte técnico e psicológico oferecido pela gestão municipal.
Por que a humanização é o caminho para o transporte público
Muitas vezes, a reclamação do usuário não é apenas sobre o estado do veículo, mas sobre como ele é tratado no momento do embarque. Ao investir na “Escola de Transporte Inclusivo”, a prefeitura ataca diretamente a causa da insatisfação de públicos vulneráveis.
Um transporte eficiente é aquele que atende a todos com a mesma dignidade. Se o programa conseguir implementar essa nova mentalidade nas garagens, Manaus dará um salto significativo na qualidade de vida de quem depende dos ônibus. O fortalecimento da mobilidade urbana passa obrigatoriamente pela inclusão, e o sucesso dessa jornada depende agora da continuidade desse monitoramento técnico e da dedicação dos profissionais envolvidos.











