
Unhas que apresentam fragilidade, descoloração, ondulações ou manchas podem sinalizar questões que vão muito além da estética. Especialistas alertam que esses sinais funcionam como um termômetro para o organismo e podem revelar desde carências de vitaminas até o mau funcionamento de órgãos internos. A professora Priscila Rocha, do curso técnico em Estética do Centro de Ensino Técnico (Centec), explica que unhas fracas e quebradiças geralmente indicam falta de micronutrientes. Como a estrutura das unhas é composta majoritariamente por minerais, a reposição de vitaminas torna-se essencial em muitos casos.
Como identificar os sinais de alerta nas mãos
Existem alterações específicas que demandam atenção imediata e uma investigação mais profunda sobre a saúde do paciente. A descamação acentuada tanto na lâmina quanto nas cutículas pode ser um sintoma de psoríase. Já o formato achatado, conhecido popularmente como unha em colher, costuma estar associado a quadros de anemia.
Outras colorações também servem de aviso importante:
- Unhas muito pálidas podem apontar problemas no fígado ou má circulação sanguínea.
- Tons amarelados possuem relação direta com infecções por fungos ou problemas respiratórios.
- Manchas escuras ou desprendimento do tecido exigem avaliação médica urgente.
Ao perceber esses sintomas, o ideal é buscar orientação com dermatologistas ou clínicos gerais. O uso de cosméticos para esconder as imperfeições sem um diagnóstico correto pode mascarar doenças e atrasar o tratamento adequado.
O papel do esteticista na detecção precoce
Embora não realizem diagnósticos clínicos, os profissionais de estética costumam ser os primeiros a notar mudanças nas mãos e pés dos clientes. Isso acontece principalmente durante procedimentos detalhados como a reflexologia ou procedimentos de spa. A professora Jeniffer Freitas, também do Centec, afirma que unhas amareladas ou escurecidas acendem um alerta imediato para que o profissional recomende uma consulta médica.
A abordagem nesses momentos deve ser pautada pelo respeito e pela privacidade. Jeniffer ressalta que o profissional deve conversar com o cliente em um ambiente reservado para que ele se sinta confortável ao falar sobre sua saúde.
Humanização e escuta ativa no atendimento
A formação técnica atual foca não apenas no aprendizado de métodos de beleza, mas também na humanização do atendimento. Segundo Priscila Rocha, o aluno aprende a investigar e fazer perguntas estratégicas que ajudam a entender o contexto de vida do cliente.
Muitas vezes, uma conversa simples sobre hábitos de hidratação, alimentação ou fatores emocionais pode esclarecer a origem de uma alteração estética. Essa proximidade permite que o esteticista atue como um elo importante na promoção da saúde, incentivando o bem-estar integral de quem busca o serviço.
Repercussão Assessoria











