
Quando o crime e o garimpo ilegal sentem no bolso
A Polícia Federal resolveu fazer aquilo que realmente dói em organização criminosa: mexer no dinheiro. O resultado foi um rombo superior a R$ 1,4 bilhão no caixa do garimpo ilegal no Amazonas em 2025.
Não foi pouca coisa. Dragas queimadas, balsas destruídas, estruturas desmontadas e uma mensagem: crime ambiental não é mais “aventura ribeirinha”, é negócio pesado — e está sendo tratado com a repressão devida.
Ao atacar rios federais, terras indígenas e unidades de conservação, a PF acertou o coração financeiro dessas quadrilhas, que já operam com lógica empresarial, lavagem de dinheiro e até trabalho análogo à escravidão.
O recado é simples: sem lucro, não há crime sustentável. Pena que a floresta não tenha tido essa proteção antes de virar alvo permanente da cobiça ilegal.
Medalha de prata da vergonha

O Amazonas conseguiu mais um “feito” nada honroso: é o segundo estado que mais explora madeira na Amazônia. Um verdadeiro orgulho às avessas.
São 46,1 mil hectares explorados, boa parte no velho conhecido sul do estado, onde a ilegalidade parece ter CEP fixo e endereço conhecido, especialmente em Lábrea.
Motosserras clandestinas

Enquanto discursos oficiais falam em sustentabilidade, a floresta segue tombando ao som das motosserras clandestinas.
A ironia é cruel: o estado que mais fala em preservar é um dos que mais desmata. Governança ambiental por aqui ainda funciona muito bem, mas só no papel. Na prática, a madeira continua saindo, e a conta fica para as próximas gerações.
CBA promete muito

Em, 2026, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) vai apostar no fortalecimento de cooperativas, inovação tecnológica e uso inteligente da biodiversidade, ou seja, ganhar dinheiro sem destruir a floresta.
Com modernização de laboratórios, parcerias com a Finep, startups conectadas pelo programa CBA Open e busca pela certificação ISO 17025, o CBA mostra que a bioeconomia pode sair do discurso e virar prática. É a prova de que a Amazônia pode gerar renda, ciência e desenvolvimento sem ser tratada como saque.
Brasil e o cinema no topo do mundo

Enquanto alguns insistem em tratar cultura como gasto supérfluo, Wagner Moura vai lá e leva um Globo de Ouro de melhor ator de drama. Não é pouca coisa. É cinema brasileiro ocupando espaço, contando sua história e sendo reconhecido internacionalmente.
“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, revisita a memória da ditadura e reafirma que o Brasil sabe, sim, produzir arte potente, política e universal.
Quando Wagner dedica o prêmio ao país e grita “Viva a cultura brasileira”, não é só emoção — é resistência. Em tempos de negacionismo cultural, o cinema responde com talento, história e prêmio na estante.
Falta agora o Governo Federal criar vergonha e investir mais nos talentos que, para o mundo, são incrível realidade.











