Asfalto cede na Constantino Nery e expõe falha profunda na drenagem de Manaus

Foto: Divulgação / Seminf 

A mobilidade urbana de Manaus enfrenta desafios que vão além do que os olhos dos motoristas alcançam. Neste domingo, 11/1, a avenida Constantino Nery, um dos pulmões viários da capital, precisou de uma intervenção cirúrgica na sua rede de drenagem profunda. O asfalto cedeu na altura do bairro Chapada, revelando um problema crônico em cidades que crescem sobre solos instáveis e redes de tubulação antigas, o desanelamento da estrutura sob o peso do tráfego pesado.

Intervenções como essa mostram que a manutenção da cidade não pode se limitar à superfície. Quando a lateral de uma pista afunda, o problema geralmente está metros abaixo, onde as águas da chuva e o peso dos ônibus e caminhões testam a resistência das manilhas. A ação rápida da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) em pleno domingo é um reflexo da necessidade de manter os corredores viários funcionando, já que qualquer interrupção na Constantino Nery gera um efeito cascata no trânsito de toda a zona Centro-Sul.

A técnica de envelopamento e a durabilidade das redes de drenagem

Para resolver o buraco que se abriu na via, os engenheiros da prefeitura optaram pelo envelopamento da tubulação. Essa técnica é fundamental para evitar que o problema retorne em poucos meses. Em vez de apenas trocar o tubo e tapar o buraco, a estrutura é revestida para suportar melhor a pressão do solo e das cargas móveis que passam por cima diariamente.

Os detalhes da obra emergencial realizada pelas equipes de plantão incluem as seguintes etapas:

  • Identificação do desanelamento causado pelo deslocamento dos tubos de concreto sob a pista.
  • Escavação técnica para acessar a rede de drenagem profunda sem comprometer o restante da estrutura viária.
  • Aplicação da técnica de envelopamento que garante maior estabilidade e impede novos vazamentos de solo para dentro da rede.
  • Reconstituição do aterro com material compactado para evitar futuros assentamentos da pista.
  • Reconstrução da calçada e da sinalização lateral que foram danificadas pelo afundamento.

Planejamento contínuo e a rotina de uma cidade que não para

O vice-prefeito e secretário de Obras, Renato Junior, enfatizou que o regime de plantão permanente é a única forma de gerir uma metrópole com as características de Manaus.

“Manaus não para, e o nosso trabalho também não. Mesmo com uma rotina intensa durante a semana, mantemos equipes de plantão para agir de forma imediata quando surgem situações emergenciais. Hoje é domingo, e estamos aqui em uma das principais avenidas da cidade, porque esse é o compromisso da gestão do prefeito David Almeida, cuidar da cidade em qualquer dia e horário, sempre priorizando a segurança e a mobilidade da população”, afirmou o secretário.

Essa postura de atendimento aos domingos e feriados é estratégica para reduzir o impacto das obras no trânsito. Realizar reparos profundos em horários de pico durante a semana travaria o fluxo de milhares de pessoas que dependem da Constantino Nery para chegar ao trabalho. Além da recuperação de drenagens, a prefeitura mantém frentes simultâneas de manutenção asfáltica e desobstrução de caixas coletoras em todas as zonas da cidade para prevenir alagamentos durante o período chuvoso.

A eficiência de uma gestão de infraestrutura é medida pela capacidade de resposta a esses imprevistos. O asfalto é a pele da cidade, mas é o sistema de drenagem que garante que ela permaneça saudável. Investir em soluções duráveis, como o envelopamento feito nesta manhã, é o caminho para evitar que os mesmos buracos se tornem personagens repetidos no dia a dia do manauara.

ASCOM: Rayana Coutinho/ Seminf 

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