
O balanço da Operação Final do Ano Seguro 2025, divulgado pelo Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), traz números que servem como um alerta necessário para todos nós. Com 402 infrações registradas apenas entre a noite de réveillon e a madrugada de 1º de janeiro, fica claro que a presença do Estado nas ruas ainda é o principal freio contra a imprudência.
As ações estratégicas ocorreram em corredores de grande fluxo como as avenidas Torquato Tapajós, Constantino Nery e do Turismo. O esforço conjunto entre o órgão de trânsito, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) não é apenas uma questão de fiscalização punitiva, mas uma tentativa real de desafogar os leitos hospitalares e preservar famílias.
O dado mais alarmante da operação foi o registro de 66 condutores flagrados dirigindo sob efeito de álcool, somados a 28 pessoas que se recusaram a fazer o teste do bafômetro. Em uma noite de celebração, quase cem pessoas colocaram a própria vida e a de terceiros em risco direto apenas em pontos de blitz.
Além da alcoolemia, a fiscalização identificou comportamentos de risco que são recorrentes nas ruas de Manaus:
- Ausência do uso de capacete por motociclistas e passageiros, totalizando mais de 60 registros.
- Condutores operando veículos sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
- Uso de calçados impróprios e veículos circulando sem equipamentos obrigatórios de segurança.
- Irregularidades graves como veículos sem placa e a poluição sonora causada pela descarga livre.
Saúde pública e a prevenção como melhor remédio
A participação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) na operação reforça uma visão moderna de gestão. Cada acidente evitado representa uma vitória para o sistema de saúde, que já atua com alta demanda em datas festivas. Como bem destacado pela gestão da pasta, o foco deve ser cuidar da saúde de forma preventiva e não apenas tratar feridos em prontos-socorros.
O diretor-presidente do Detran-AM, David Fernandes, e o diretor técnico, Wendell Waughan, foram enfáticos ao projetar 2026. A meta é que as ações educativas caminhem lado a lado com a fiscalização rigorosa. Não se trata de uma “indústria da multa”, mas de uma barreira necessária contra a tragédia.
Compromisso coletivo para o novo ano
Para que 2026 seja um ano com menos luto nas estradas amazonenses, a mudança precisa ser cultural. O balanço positivo da operação, que conseguiu reduzir o número de sinistros graves em comparação a anos anteriores, mostra que estamos no caminho certo, mas o número de infrações prova que a guarda não pode ser baixada.
Respeitar as leis de trânsito, utilizar o cinto de segurança em todos os ocupantes do veículo e jamais assumir o volante após o consumo de bebidas alcoólicas são passos básicos. A segurança viária é uma construção diária e coletiva. Que os dados deste réveillon sirvam de lição para que a prudência seja a nossa principal passageira ao longo de todo este novo ano.
SECOM











