
O espetáculo “Maria Quer Ser Rio”, realizado pela Coletiva de Palhaças, consolidou sua trajetória em 2025 como uma das obras mais relevantes da cena amazônica. Ao longo do ano, o grupo percorreu diferentes territórios do Brasil realizando apresentações e ações formativas que reforçam o compromisso com a acessibilidade, as infâncias e a sustentabilidade.
Um dos grandes marcos da temporada foi a participação no Festival Acessa BH, em Belo Horizonte, considerado o maior evento do país voltado às práticas artísticas acessíveis. Com o suporte da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM) e da Prefeitura de Manaus, a Coletiva conseguiu ampliar o diálogo da produção cultural do Norte com outras regiões do país.
Na capital amazonense, o espetáculo impulsionou o projeto Infâncias para todas as crianças, que levou a arte da palhaçaria a instituições de saúde e educação especial. O objetivo central foi reafirmar o acesso à cultura como um direito humano fundamental.
As apresentações foram realizadas no Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Amazonas (GACC-AM) e na Casa Vhida, que oferece suporte a crianças com HIV. Além disso, a obra foi apresentada na Escola Estadual (E.E.) Augusto Carneiro dos Santos, focada na educação de surdos. Essas ações foram possíveis graças aos recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) de fomento à cultura.
Circulação no festival Velha Serpa e formação em Itacoatiara
Nesta reta final do ano, no dia 19 de dezembro, a Coletiva apresentou “Maria Quer Ser Rio” no Festival Velha Serpa, em Itacoatiara. O evento promoveu um encontro entre apresentações artísticas, oficinas e vivências comunitárias no Centro Cultural Velha Serpa.
Além de subir ao palco, o grupo ministrou a oficina Palhaçaria e acessibilidade nas dramaturgias. A formação propôs reflexões importantes sobre comicidade e práticas anticapacitistas nas artes cênicas, estreitando o laço pedagógico com artistas e estudantes locais.
O olhar sensível sobre as infâncias amazônidas
A diretora Ananda Guimarães destaca que a essência da obra está na percepção da infância a partir das diversidades. Para ela, o espetáculo exige um olhar poético sobre uma infância que está muito próxima da realidade local, marcada pela simplicidade e pela identidade amazônida.
“Para mim, a maior diferença de Maria Quer Ser Rio é esse pensamento e olhar para a infância a partir das diversidades, porque não é privilégio da vida adulta você se entender nesse campo, enquanto um corpo da DEF, um corpo indígena, um corpo negro, ou um corpo que pode perpassar todos esses territórios. O espetáculo exige um olhar poético sobre uma infância que ela é muito próxima, porque ela também é uma infância amazônida, que está numa simplicidade de percepção de mundo” declara a diretora Ananda Guimarães.
A apresentação em Itacoatiara marcou o encerramento das atividades presenciais de 2025, fechando um ano de conexões entre festivais nacionais e espaços educativos.
Continuidade da circulação no interior do Amazonas em 2026
Com o retorno das aulas em 2026, a Coletiva de Palhaças prevê a continuidade do projeto no interior do estado. A circulação será feita por meio do projeto Cruzá, que levará o espetáculo a escolas estaduais da rede pública.
Essa nova fase já conta com o fomento do edital de circo da SEC-AM e da PNAB. O foco continuará sendo a democratização do acesso à cultura e a formação de novos públicos nas comunidades mais remotas.
Ficha técnica detalhada do espetáculo
A produção envolve um time de profissionais dedicados à criação de uma obra acessível e sustentável.
- Direção geral Ananda Guimarães
- Elenco de palhaças Ananda Guimarães, Iris Oliveira, Maria Fernanda Carmim, Stephanie Lauriano e Thayná Liartes
- Dramaturgia Emily Danali
- Direção de arte e artes plásticas Manuella Nogueira
- Narizes sustentáveis Laysa Souza
- Direção musical Emily Danali e Luana Aranha
- Produção musical Carlos Torres
- Iluminação Emily Danali e Stephanie Lauriano
- Produção executiva Stephanie Lauriano
- Assessoria de imprensa Maria Fernanda Carmim
Assessoria de comunicação: Maria Fernanda Carmim











