Bolsonaro no cinema: elenco internacional e roteiro político criam combinação inesperada

Bolsonaro e Jim Caviezel – Foto: Divulgação

A produção de Dark Horse, um longa-metragem internacional de ficção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem chamado a atenção não apenas pela figura central que retrata, mas pelas escolhas de elenco e pela equipe técnica que prometem um filme com forte teor ideológico e dramático. O projeto, que está sendo rodado em parte no Brasil, já se posiciona como um dos mais controversos do cinema político recente.

O foco do enredo e o tom heroico

O título Dark Horse é uma expressão em inglês que significa “azarão” ou “vencedor improvável”, indicando a abordagem central do filme: retratar Bolsonaro como uma figura que superou grandes desafios para chegar à presidência.

O enredo principal se concentrará nos seguintes pontos:

  • A campanha de 2018: a ascensão política e a corrida eleitoral que culminou na eleição do ex-presidente.
  • O atentado a facada: a reconstituição dramática do ataque sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), visto como o ápice da jornada do “azarão”.

O roteiro, assinado pelo deputado federal e ex-secretário de Cultura Mário Frias (PL-SP), sugere uma narrativa heroica e elogiosa, misturando fatos reais com elementos ficcionais para construir a trama, incluindo especulações sobre planos de assassinato.

Elenco, direção e a escolha de Jim Caviezel

9 motivos para admirar Jim Caviezel

A produção conta com nomes internacionais e brasileiros, sendo a escolha do protagonista o maior destaque da polêmica.

Equipe Principal e Elenco:

  • Protagonista: Jim Caviezel, ator americano, conhecido mundialmente por interpretar Jesus em A Paixão de Cristo. Sua escalação gerou grande debate devido à sua identificação com o público conservador.
  • Direção: Cyrus Nowrasteh, cineasta iraniano-americano com histórico em filmes com temática política e religiosa controversa.
  • Roteiro: Mário Frias, deputado federal brasileiro, reforçando o alinhamento ideológico da produção.
  • Flávio Bolsonaro: Será interpretado por Marcus Ornellas.
  • Carlos e Eduardo: Serão interpretados por Sérgio Barreto e Eddie Finlay, respectivamente.

A escolha de Caviezel sugere que os produtores buscam não apenas um alcance global, mas também reforçar a imagem de Bolsonaro como uma figura de fé e perseverança.

Polêmica e as expectativas para 2026

A produção de Dark Horse tem gerado reações polarizadas:

  • Apoio da base: Seguidores e apoiadores de Bolsonaro veem o filme como uma oportunidade de apresentar a “verdadeira história” do ex-presidente ao mundo, combatendo narrativas negativas.
  • Críticas da oposição: Críticos e setores da imprensa alertam para a possibilidade de o filme ser uma peça de propaganda política, minimizando ou ignorando as controvérsias do seu mandato em favor de uma visão idealizada.

O longa está sendo financiado por investidores independentes e tem previsão de estreia para 2026, ano que coincide com o próximo ciclo eleitoral brasileiro, o que inevitavelmente adicionará mais camadas de debate à sua chegada aos cinemas.

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