
A Central Única das Favelas no Amazonas (CUFA-AM) deu início ao programa “Raízes Empreendedoras”, um projeto focado em capacitar e fortalecer empreendedores de comunidades e povos tradicionais da região. O primeiro encontro reuniu participantes com histórias de superação e criatividade, incluindo líderes indígenas que viajaram longas distâncias para buscar conhecimento.
Um dos exemplos de resiliência e valorização cultural é o do casal Arilson Mura Sateré (Cacique e líder da Associação dos Jovens Mura da Aldeia Indígena) e Jeicy Mura, moradores da aldeia Correnteza Tapirayawara, no Km 64 da AM-254.
Há três anos, eles transformaram sua cultura em negócio, empreendendo com pintura corporal indígena e acessórios artesanais. As peças são feitas com elementos da floresta e símbolos tradicionais, carregando histórias ancestrais do povo Mura Sateré.
Para participar do curso, o casal percorreu uma jornada de 4 horas, evidenciando a busca por aprendizado e a superação de barreiras logísticas.
“Não é fácil empreender dentro da aldeia. Enfrentamos muitas dificuldades para ter acesso a materiais, transporte e oportunidades. Mas seguimos firmes, porque acreditamos na força da nossa cultura e no valor que ela tem para o nosso povo e para quem a conhece”, afirmou o Cacique Arilson Mura Sateré.
Jeicy Mura destaca a importância da formação para o crescimento do negócio: “Aprender sobre empreendedorismo foi uma grande oportunidade. Estamos entendendo como formalizar nossas vendas, alcançar mais pessoas e mostrar que nossa arte também é uma forma de sustento. Cada peça que fazemos carrega um pedaço da nossa história”.
O casal representa a união de tradição e inovação, servindo de inspiração para outros empreendedores locais.
Quebrando barreiras e fortalecendo o coletivo
O programa “Raízes Empreendedoras” visa simplificar o caminho para quem busca prosperar na região, reconhecendo os desafios inerentes ao empreendedorismo amazônico.
“Como empresário, eu sei o quanto é desafiador empreender na nossa região. A ideia do ‘Raízes Empreendedoras’ é justamente quebrar essas barreiras, simplificar caminhos e mostrar que é possível crescer com o que a gente tem. Ver empreendedores indígenas e de periferias acreditando nesse processo é o que dá sentido a tudo isso”, destacou Alexey.
O encontro inaugural foi marcado pela troca de experiências, desafios e estratégias de mercado. Na ocasião, foi apresentada a proposta MOTIRÕ, termo que simboliza a coletividade e a força das comunidades.
Temas abordados no programa:
- Como calcular preço sem prejuízo
- Vender pelo WhatsApp
- Organizar o caixa
- Criar identidade de marca
- Aprender com os erros
- Vender sem vergonha
- Fortalecer o coletivo na quebrada
O propósito da CUFA
A vice-presidente da CUFA, Fabiana Carioca, ressaltou o compromisso da organização:
“Abrir as portas da CUFA para receber empreendedores de tantos lugares é um compromisso que a gente faz questão de manter. É lindo ver o espaço vivo, cheio de energia, de sonhos e de gente que acredita na própria potência. Esse é o propósito da CUFA, transformar, inspirar e fortalecer quem vem das comunidades”.
O “Raízes Empreendedoras” continua com sua programação de oficinas até dezembro. A jornalista Emille Araújo destacou a importância do ambiente de troca: “É sempre muito bom não só falar das nossas experiências, passar nosso conhecimento, mas poder trocar com as pessoas. Estar na CUFA representa, justamente, esse movimento plural”.
- SERVIÇO
- Link para inscrição: ACESSE AQUI
- Onde: Sede da CUFA Amazonas – Av. Joaquim Nabuco, n 2274, Centro.
Assessoria de Comunicação: Carolina França











