
Morreu neste domingo (20), aos 50 anos, a cantora Preta Gil. Ela lutava contra um câncer colorretal, diagnosticado em janeiro de 2023, que entrou em remissão no fim do mesmo ano. No entanto, em agosto de 2024, a doença retornou, atingindo quatro locais do corpo: dois linfonodos, o peritônio (com metástase) e um nódulo no ureter. Preta estava em tratamento em Nova York, nos Estados Unidos, e chegou a ser submetida a uma cirurgia de 20 horas, em dezembro do ano passado, para a retirada dos tumores.
A família ainda não se manifestou oficialmente sobre a morte, mas a informação foi confirmada pela assessoria da artista. Na manhã deste domingo — data em que se celebra o Dia do Amigo — os amigos Gominho e Carolina Dieckmann publicaram homenagens emocionadas a Preta, agradecendo pela amizade e relembrando momentos vividos ao seu lado.
Preta Gil deixa um filho, Francisco, de 28 anos, e uma neta, Sol de Maria, de 7 anos, além de um legado marcante na música, na televisão e nas lutas sociais contra o racismo, a gordofobia e a LGBTfobia.
Trajetória
Filha do cantor e compositor Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 1974. Iniciou sua carreira musical em 2003 com o álbum Prêt-à-Porter, que misturava pop, samba, funk e MPB, e logo chamou a atenção por sua presença de palco autêntica e engajada. Ao longo dos anos, lançou diversos discos, entre eles Preta (2005), Noite Preta Ao Vivo (2009) e Todas as Cores (2017), consolidando-se como uma das vozes mais originais e combativas da música brasileira contemporânea.
Além da carreira musical, Preta também teve participação ativa na televisão, como apresentadora e atriz, e era presença constante no Carnaval carioca com o tradicional Bloco da Preta, que arrastava multidões no centro do Rio de Janeiro.
Reconhecida por seu ativismo, Preta Gil foi uma figura central na defesa de causas sociais, levantando bandeiras contra o preconceito racial, a discriminação por orientação sexual e o estigma sobre os corpos fora dos padrões estéticos.
Sua trajetória foi marcada pela irreverência, coragem e pelo afeto com que se relacionava com fãs, amigos e familiares — características que fizeram dela uma das artistas mais queridas do país.
Fonte: https://jovempan.com.br/entretenimento/musica/morre-preta-gil-aos-50-anos.html











