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Soltura de tracajás no Amazonas mostra que preservar a natureza ainda depende de ação contínua

Instituto Claro e UFAM celebram mais de 10 mil filhotes de tracajás devolvidos à natureza – Foto: Divulgação

As celebrações dos 25 anos do Instituto Claro ganharam um capítulo especial com a preservação da fauna amazônica. No último final de semana, ocorreu a 2ª etapa das solturas de filhotes de tracajás em diversas localidades ribeirinhas do estado.

A ação faz parte do projeto “Pé-de-pincha”, uma iniciativa do Programa de Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) que conta com o patrocínio do instituto desde (2014).

Resgate e monitoramento

Criado em (2010), o “Pé-de-pincha” trabalha diretamente na proteção dos tracajás e do ecossistema local. Durante a seca dos rios, voluntários realizam a coleta dos ovos, que são transferidos para áreas protegidas.

Nesses locais, os filhotes são monitorados de perto até que chegue a época das cheias, momento em que ocorre a reintegração segura à natureza.

Cronograma das solturas

Para garantir a eficiência do projeto, as atividades foram organizadas em etapas distintas ao longo deste ano:

  • Em (fevereiro), as solturas garantiram a devolução de mais de 10 mil filhotes nas comunidades Santo Antônio, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São José e Lago Preto.
  • Durante o mês de (março), o trabalho seguiu para as comunidades Brasil 2, Pirainha, Tracajás e Tucunaré.
  • A mobilização envolve a participação ativa dos moradores, que atuam como guardiões das espécies em cada região.

Localização das comunidades

As ações deste ciclo ocorreram em polos estratégicos do Amazonas, abrangendo regiões de várzea e unidades de preservação. No eixo dos municípios de Borba e Manicoré, as atividades concentraram-se em localidades como a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Igapó-açu, onde ficam as comunidades Santo Antônio e São José. Já no Baixo Amazonas, o projeto alcançou áreas próximas a Parintins e Nhamundá, integrando as comunidades Pirainha e Tucunaré ao cinturão de proteção ambiental.

Educação e meio ambiente

Além do manejo dos animais, a parceria promove a conscientização ambiental nas calhas dos rios Madeira e Amazonas. Especialistas da UFAM, prefeituras e órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) realizam palestras e treinamentos técnicos. O trabalho conta ainda com o suporte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e das equipes da Claro.

“Iniciar as comemorações dos 25 anos do Instituto Claro com uma ação como essa, que une educação e cidadania, torna esse momento ainda mais significativo”, afirmou Daniely Gomiero, diretora de Desenvolvimento Humano Organizacional (DHO), cultura e sustentabilidade na Claro e vice-presidente de projetos do Instituto Claro.

Para a executiva, cada animal devolvido representa um passo sólido para a sustentabilidade e para o fortalecimento das comunidades ribeirinhas.

Legado institucional

O Instituto Claro é responsável por coordenar as ações de responsabilidade social da operadora, focando em investimentos que gerem impactos reais no país. Qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), o instituto já beneficiou 80 mil alunos em projetos como “Dupla escola”, “Campus mobile” e “Ação social pela música”. A instituição também é reconhecida pelas Nações Unidas (ONU) por promover princípios sustentados pela Carta das Nações Unidas.

Acesse e saiba mais sobre essa e outras iniciativas em www.institutoclaro.org.br

ASCOM: Cláudia Alves

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