
A saúde pública do Amazonas ganhou um destaque inesperado na mídia nacional recentemente. Durante sua participação no “Big Brother Brasil 26”, a cunhã-poranga do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque, elogiou abertamente o atendimento recebido no Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL).
O relato, que destacou a agilidade em exames e em uma cirurgia de nódulo mamário, coloca em evidência uma unidade que é peça-chave no maior complexo hospitalar da região Norte. No entanto, para além do brilho dos holofotes, o cenário exige uma análise sobre como essa estrutura suporta a pressão de atender não apenas o estado, mas pacientes de toda a região.
O IMDL opera hoje em conjunto com o Hospital 28 de Agosto, somando 610 leitos na zona sul de Manaus. Os números de 2025 impressionam e mostram a magnitude da operação, com mais de 3,4 mil cirurgias ginecológicas e quase 4 mil partos realizados em um único ano.
Estrutura de alta complexidade
O instituto não é apenas uma maternidade, mas um centro de referência em média e alta complexidade que abrange diversas frentes da saúde feminina.
A unidade oferece suporte intensivo e serviços que são vitais para a rede pública.
- Atendimento especializado em ginecologia, mastologia e cirurgias eletivas.
- Suporte para gestação de alto risco com UTI materna e neonatal dedicada.
- Centro de Parto Normal Intra-Hospitalar e unidades de cuidados intermediários.
- Serviços de apoio como o Método Canguru e o Posto de Coleta de Leite Humano.
- Atendimento humanizado a vítimas de violência sexual com suporte psicológico.
Modernização e fluxo regional
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, afirma que a unidade passa por um processo de revitalização e ampliação.
“O Instituto da Mulher Dona Lindu é referência não só para o Amazonas, mas também recebe pacientes que vêm de outros estados”, ressalta a secretária.
Esse fluxo migratório em busca de tratamento em Manaus reforça a importância estratégica do IMDL, mas também acende um alerta sobre a necessidade constante de investimentos para que a “excelência” mencionada pela gestão não seja comprometida pela superlotação.
O reconhecimento de Marciele Albuquerque é um ponto positivo para a imagem da gestão pública, mas deve ser encarado como um padrão a ser mantido para todas as usuárias, independentemente de visibilidade artística.
Desafios da assistência integral
A diretora assistencial do Complexo Hospitalar do Sul, Soane Alves, reforça que a equipe multidisciplinar é o diferencial da unidade.
“O Instituto da Mulher conta com uma equipe qualificada para garantir um atendimento digno”, afirmou Soane Alves.
O desafio, contudo, permanece na manutenção desse ritmo. Com mais de 47 mil atendimentos no pronto-socorro em um ano, a pressão sobre os profissionais é constante.
A habilitação do IMDL na Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) é uma certificação importante que valida o apoio ao aleitamento materno e à humanização. Para o site de notícias que busca informar com precisão, fica claro que o Dona Lindu é uma ilha de especialização necessária, mas que precisa de vigilância social e governamental contínua para que o relato de agilidade de Marciele seja a realidade cotidiana de cada mulher amazonense que cruza aquele portão em busca de cura e acolhimento.










