
A recente visita da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) às instalações da FITec Labs, na capital amazonense, sinaliza mais do que um simples protocolo institucional. O encontro, ocorrido nesta terça-feira, 7 de abril, coloca o foco sobre como os recursos da Lei de Informática estão sendo aplicados para transformar Manaus em um polo de inteligência artificial e indústria 4.0.
Instalada na cidade desde 2023, a FITec começou a operar com incentivos locais em 2024 e já demonstra resultados práticos que conectam a tecnologia de ponta com as necessidades da região.
Inovação aplicada
O grande diferencial de instituições como a FITec Labs é a capacidade de transformar pesquisa teórica em soluções de mercado. A unidade de Manaus, que conta com 46 colaboradores especializados, atua em frentes que vão muito além do chão de fábrica tradicional.
O uso de dados para o campo e a modernização dos processos industriais mostram que a Amazônia pode exportar inteligência, e não apenas produtos montados.
- Agricultura de precisão: monitoramento de plantações com auxílio de drones e satélites para análise de solo e clima.
- Indústria 4.0: automação de processos logísticos e de suprimentos para aumentar a competitividade das fábricas.
- Transformação digital: integração de inteligência artificial e ciência de dados no cotidiano de diversos setores econômicos.
Ecossistema regional
A estratégia de Leopoldo Montenegro, superintendente da Suframa, parece clara: fortalecer o ecossistema regional de inovação para garantir a sobrevivência do modelo econômico a longo prazo.
“A FITec demonstra como o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação pode gerar soluções aplicadas tanto para a indústria quanto para outros setores estratégicos”, afirmou Montenegro.
Essa visão é essencial para que a Amazônia Ocidental e o Amapá não dependam apenas de benefícios fiscais, mas de sua capacidade intelectual.
Expansão e potencial
A escolha de Manaus para sediar uma das unidades da FITec, que já possui operações em centros tecnológicos como Campinas e São José dos Campos, confirma o amadurecimento do cenário local.
Para os diretores da instituição, a capital amazonense deixou de ser apenas um centro de montagem para se tornar um ambiente estratégico de criação.
“Manaus tem se mostrado um ambiente estratégico para o desenvolvimento das nossas atividades. A visita da Suframa fortalece esse relacionamento”, destacou Luiz Mariano Julio, diretor executivo da unidade.
O desafio agora é garantir que esse conhecimento chegue a mais empresas, criando uma rede de inovação que sustente o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos qualificados no coração da floresta.










