
Os novos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) trazem um alento para a economia da Argentina e reforçam a narrativa de recuperação do país. A pobreza entre a população urbana argentina caiu para o menor patamar registrado desde 2018, fechando o segundo semestre de 2025 em 28,2%.
O número representa uma redução significativa de 3,4 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre do ano passado, consolidando uma tendência de queda que começa a ser sentida no bolso do cidadão.
Queda nos índices
O levantamento detalha que a extrema pobreza também acompanhou o movimento de descida, atingindo 6,3% no encerramento de 2025. Esse índice é 0,6 ponto percentual menor do que o apurado nos seis meses anteriores.
Quando observamos a comparação anual, os avanços são ainda mais expressivos, com a pobreza recuando 9,9 pontos percentuais e a indigência diminuindo 1,9 ponto percentual.
Esses dados indicam que as medidas de ajuste fiscal e a nova política econômica estão gerando resultados práticos na base da pirâmide social.
Controle da inflação
O fator determinante para essa melhora social foi o controle rigoroso dos preços. A queda na taxa oficial de pobreza está diretamente conectada à desaceleração da inflação, que despencou de impressionantes 117,8% em dezembro de 2024 para 31,5% no final de 2025.
Com a moeda mais estável, o poder de compra das famílias foi preservado, permitindo que milhões de pessoas saíssem da zona de vulnerabilidade financeira.
Visão do governo
As autoridades argentinas celebraram os números como uma validação do modelo adotado. O presidente Javier Milei utilizou suas redes sociais para destacar o sucesso da gestão.
“A pobreza continua a diminuir. Números no relatório. MAGA!”, escreveu Javier Milei.
O ministro da Economia, Luis Caputo, reforçou que o dado é o mais baixo em sete anos e atribuiu o sucesso à combinação de crescimento econômico com o fortalecimento de programas sociais que agora chegam diretamente ao cidadão, sem a necessidade de intermediários. Segundo ele, o processo de desinflação foi o pilar central para alcançar essa redução acentuada.
Alcance dos dados
Apesar da euforia governamental, é preciso analisar o alcance da medição de forma técnica e imparcial. O levantamento do Indec (Indec) foca no padrão de vida dos 31 centros urbanos mais populosos da Argentina. Essa amostra abrange cerca de 30 milhões de pessoas, em um país que possui uma população total de aproximadamente 46,4 milhões.
Embora os centros urbanos sejam os motores da economia, o desafio de levar essa recuperação para as zonas rurais e áreas mais isoladas do interior continua sendo um ponto de atenção para os próximos meses.
Perspectivas futuras
O cenário atual mostra que a Argentina está conseguindo romper o ciclo de hiperinflação que castigou o país por décadas. A estratégia de focar no equilíbrio das contas e na liberdade econômica tem gerado números que superam as expectativas iniciais de organismos internacionais.
O próximo passo será garantir que essa queda na pobreza seja sustentável a longo prazo, transformando o alívio temporário em uma mudança estrutural definitiva na qualidade de vida dos argentinos.










