
O mercado global de energia opera em clima de incerteza após novos sinais vindos da Casa Branca. Mesmo com a disposição do presidente Donald Trump em encerrar o conflito com o Irã, o cenário continua tenso. A possibilidade de o Estreito de Ormuz permanecer fechado é o principal fator que impede uma queda mais acentuada nos preços, deixando investidores e governos em alerta máximo sobre o custo dos combustíveis.
Relatos recentes indicam que Donald Trump busca um caminho diplomático, embora as ameaças militares ainda pesem na balança. O Wall Street Journal informou que o presidente americano ameaçou destruir centros de exportação e instalações de dessalinização iranianas caso um acordo não seja selado. Essa dualidade entre pressão e diálogo mantém o mercado cauteloso, enquanto o mundo busca alternativas para aliviar o peso da alta do petróleo.
Cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás mundial circula pelo Estreito de Ormuz. Por conta disso, qualquer interrupção na via impacta diretamente a economia de diversos países. Assessores da administração norte-americana concluíram que uma missão para reabrir a hidrovia demoraria mais do que as seis semanas previstas inicialmente. Com isso, a estratégia atual foca em neutralizar a marinha e os mísseis do Irã antes de forçar a reabertura pela via diplomática.
A situação física na região se agravou com o registro de um drone que atingiu um petroleiro do Kuwait nas águas de Dubai. O incidente gerou um incêndio que, apesar de controlado pelas autoridades locais, reacendeu o temor de derramamentos de óleo e novos bloqueios no tráfego marítimo internacional.
Pressão americana
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Donald Trump possui diversas opções disponíveis para responder às movimentações de Teerã. O governo iraniano teria criado uma espécie de “pedágio” no estreito, o que é visto pelos americanos como uma tentativa ilegal de controlar a passagem de carga internacional.
- A referência internacional Brent está sendo negociada em quase $113.
- O petróleo West Texas Intermediate (WTI) permanece acima de $102.
- O ouro registrou alta de 0,7%, chegando a $4.587,80 a onça.
- A prata subiu 2,4%, atingindo a marca de $72,25.
Queda na Ásia
O reflexo das incertezas foi sentido com força nas bolsas asiáticas. O Nikkei 225 de Tóquio recuou 1,3%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul enfrentou uma queda expressiva de 3,3%. Outros índices como o Hang Seng e o Shanghai Composite também fecharam no vermelho. No câmbio, o dólar ficou cotado em 159,61 ienes e o euro subiu para $1,1472.
Enquanto o Oriente sofre perdas, os futuros nos Estados Unidos sinalizam uma tentativa de recuperação com altas moderadas.










