
O deputado estadual Thiago Abrahim (União Brasil) apresentou na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o projeto de lei nº 74/2026. A proposta estabelece diretrizes fundamentais para orientar a linha de cuidado no atendimento às pessoas acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC). O foco principal é organizar o fluxo de saúde desde a prevenção até a reabilitação final do paciente.
O AVC figura como uma das principais causas de morte e incapacidade permanente no Brasil. Diante desse cenário a rapidez no diagnóstico e o início imediato do tratamento são os fatores determinantes para salvar vidas. O projeto busca fortalecer a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde no estado garantindo que o socorro não sofra atrasos burocráticos ou logísticos.
Foco na rapidez
A iniciativa parlamentar foca na organização de um sistema que responda com agilidade máxima ao chamado de emergência. Para Thiago Abrahim o atendimento organizado aumenta drasticamente as chances de sobrevivência e minimiza danos cerebrais que causam paralisias e outras limitações.
- Criação de fluxos assistenciais integrados entre unidades de saúde.
- Adoção de protocolos clínicos baseados em evidências científicas.
- Fortalecimento do atendimento pré hospitalar e unidades de referência.
- Garantia de suporte especializado para a fase de reabilitação.
O parlamentar reforça que o objetivo é estruturar o Amazonas para que o cidadão receba o mesmo padrão de cuidado em qualquer região.
“O AVC é uma das principais causas de morte no país. Quando o atendimento é rápido e organizado as chances de sobrevivência aumentam e as sequelas podem ser reduzidas”, afirmou Thiago Abrahim ao defender a urgência da matéria.
Educação e treinamento
Além da estrutura física e dos protocolos o projeto de lei prevê um forte investimento em capital humano e conscientização pública. A proposta destaca que muitas mortes ocorrem porque a população não consegue identificar os primeiros sinais da doença a tempo de buscar ajuda especializada.
A matéria legislativa prevê a realização de campanhas educativas periódicas para que os amazonenses reconheçam sintomas como perda de força ou fala enrolada. Paralelamente o texto propõe a capacitação continuada de médicos e enfermeiros da rede pública para o manejo inicial do AVC garantindo respostas eficazes logo na triagem.
Inclusão e reabilitação
Um dos pontos mais sensíveis da proposta é o olhar para o pós operatório e a recuperação. O projeto incentiva a organização de serviços de reabilitação que permitam ao paciente retomar suas atividades diárias com dignidade. Sem esse suporte muitas pessoas acabam dependentes de cuidados permanentes o que gera um impacto social e econômico alto para as famílias.
Com a tramitação do projeto na Aleam a expectativa é que o Amazonas se torne referência na gestão de crises cerebrovasculares. A integração entre a atenção básica e as unidades hospitalares de alta complexidade é o caminho apontado pelo deputado para humanizar o atendimento e blindar a saúde pública contra a alta mortalidade da doença.
ASCOM: Luana Dávila










